Como muitos devem imaginar, hoje é meu aniversário. Este ano uma coisa legal me aconteceu: ao contrário dos outros anos quando eu ficava triste e até meio deprimido por ver que os anos passaram e que eu atingi muito pouco do que a sociedade considera sucesso, me peguei pensando nas pessoas que conheci ao longo dessa 29 primaveras. Descobri que as pessoas que ficaram são as que realmente gostam de mim apesar de eu ser eu, ou melhor, ser assim desse jeito. Descobri que as pessoas que passaram, deixaram marca e que penso em cada uma delas com muito respeito e carinho. Que as pessoas que me sacanearam, fizeram com que eu ficasse mais esperto apesar de fazer com que eu acreditasse que o negócio era “levar vantagem em tudo” e que a lei era a “lei da selva”.
Com isso, reproduzo um trecho do diálogo com uma pessoa muito, mas muito querida que me ligou na virada do dia 29 para o dia 30:
“- ... porque você é meu amigo, amo muito você e eu não quero te perder!
- Mas só sou o que sou por causa das pessoas que me cercam
- Vai tomar no cu!”
30.10.03
29.10.03
Gostaria de pedir mil desculpas pelo meu sumiço. É que essas duas últimas semanas foram as que antecederam meus 10 dias de férias e a coisa ficou muito, mas muito corrida.
O bom disso tudo é que tenho tido algumas idéias que pretendo transformar em textos esperando sempre que vocês gostem!
Um beijo para todos e aguardem só mais um pouco que já, já tem texto novo!
O bom disso tudo é que tenho tido algumas idéias que pretendo transformar em textos esperando sempre que vocês gostem!
Um beijo para todos e aguardem só mais um pouco que já, já tem texto novo!
15.10.03
A sala de espera do consultório lhe parecia muito mais impessoal e fria do que o normal. Nem as belas reproduções de Miró e Escher quebravam a monotonia branca das paredes. Esfregava as mãos numa vã tentativa de aquecê-las até que decidiu sentar-se sobre elas. Ato que acabou criando um dilema:
- E agora? Como é que eu faço pra ler a revista?
Olhou ao redor e se viu a sós com a secretária do psicólogo que estava muito ocupada lixando as unhas e nem se importava com o (nem tão) jovem que já estava ficando com os lábios roxos de frio.
Uma senhora saiu da sala ainda enxugando algumas lágrimas que insistiam em lhe encher os olhos. Agradeceu ao médico com um leve aperto de mão e se foi.
- O senhor é o próximo. - Disse a secretária.
Caminhou timidamente até a porta que dava para uma sala ampla e iluminada onde ao fundo, atrás de uma bela escrivaninha e a frente de uma enorme janela, sentava-se o doutor. Havia ainda na sala, um enorme tatame forrado com um belo lençol com estampa de arco-íris próximo à escrivaninha e muitas, muitas almofadas espalhadas. Dirigiu-se ao tatame e largou seu corpo pesadamente sobre as almofadas das mais variadas cores. Fez um amontoado delas, recostou-se e, com os joelhos em arco, abraçou uma almofada.
- Então? O que o traz aqui? - Perguntou o doutor educadamente.
- Fiz uma coisa com a qual não tenho conseguido viver.
- Então vamos falar sobre isso. O que você fez de tão terrível assim.
- Cometi suicídio.
- O senhor quer dizer homicídio?
- Não. Quis dizer exatamente o que disse. Eu cometi suicídio. Uma morte lenta, gradual e sofrida das minhas idéias, meus ideais, minha ética, meu discernimento... todos mortos. Um verdadeiro genocídio.
Vendi meu corpo e minha alma para um emprego que não me trouxe satisfação nem realizações. Troquei o suor do meu rosto por uma pequena quantia mensal. Sem motivação, vi minhas idéias serem trocadas por uma convivência mais lisa com colegas, chefes e afins. Deixei de sonhar, deixei de sorrir. Minhas gargalhadas, tão frequentes, foram silenciando e se tornaram feições circunspectas e meu olhar esfriou. Verti minha vida na pia de pessoas de vida vazia... tudo isso por medo.
- O medo do desconhecido e do fracasso são muito comuns - Interveio o doutor.
- Não tenho medo do fracasso.
- E do que você tem medo?
- Do sucesso.
- E agora? Como é que eu faço pra ler a revista?
Olhou ao redor e se viu a sós com a secretária do psicólogo que estava muito ocupada lixando as unhas e nem se importava com o (nem tão) jovem que já estava ficando com os lábios roxos de frio.
Uma senhora saiu da sala ainda enxugando algumas lágrimas que insistiam em lhe encher os olhos. Agradeceu ao médico com um leve aperto de mão e se foi.
- O senhor é o próximo. - Disse a secretária.
Caminhou timidamente até a porta que dava para uma sala ampla e iluminada onde ao fundo, atrás de uma bela escrivaninha e a frente de uma enorme janela, sentava-se o doutor. Havia ainda na sala, um enorme tatame forrado com um belo lençol com estampa de arco-íris próximo à escrivaninha e muitas, muitas almofadas espalhadas. Dirigiu-se ao tatame e largou seu corpo pesadamente sobre as almofadas das mais variadas cores. Fez um amontoado delas, recostou-se e, com os joelhos em arco, abraçou uma almofada.
- Então? O que o traz aqui? - Perguntou o doutor educadamente.
- Fiz uma coisa com a qual não tenho conseguido viver.
- Então vamos falar sobre isso. O que você fez de tão terrível assim.
- Cometi suicídio.
- O senhor quer dizer homicídio?
- Não. Quis dizer exatamente o que disse. Eu cometi suicídio. Uma morte lenta, gradual e sofrida das minhas idéias, meus ideais, minha ética, meu discernimento... todos mortos. Um verdadeiro genocídio.
Vendi meu corpo e minha alma para um emprego que não me trouxe satisfação nem realizações. Troquei o suor do meu rosto por uma pequena quantia mensal. Sem motivação, vi minhas idéias serem trocadas por uma convivência mais lisa com colegas, chefes e afins. Deixei de sonhar, deixei de sorrir. Minhas gargalhadas, tão frequentes, foram silenciando e se tornaram feições circunspectas e meu olhar esfriou. Verti minha vida na pia de pessoas de vida vazia... tudo isso por medo.
- O medo do desconhecido e do fracasso são muito comuns - Interveio o doutor.
- Não tenho medo do fracasso.
- E do que você tem medo?
- Do sucesso.
8.10.03
Todos se despediram dele. Amigos, familiares, passantes. O grupo estava bem perto do portão de embarque e a cena quase comoveu um dos seguranças. Muitos abraços, beijos, tapinhas nas costas, alguns tapas "delicados" no rosto e muitas, muitas lágrimas. Acenou uma última vez e decidiu que não iaria olhar para trás.
Girou sobre os calcanhares, ajeitou o mochilão nas costas e se foi. Sumiu logo após ter passado pelo detetor de metais e dirigindo-se ao portão de embarque lembrou-se de que tinha um certo temor de aviões.
- Quero ver como é que vai ser no dia em que as leis da física forem revogadas... - pensou distraidamente.
A aeromoça falava mas sua voz parecia vir de muito longe. Agradeceu a atenção dela e parou na pista olhando fixamente para o aparelho enquanto se imaginava frente à esfinge pronta para devorá-lo caso não a decifrasse. Tentou sorrir mas o máximo que conseguiu foi um esgar sofrido. Quase abandonou tudo e voltou mas conseguiu controlar o impulso e começou a subir as escadas que o levariam ao interior do avião.
Tudo parecia em câmara lenta. Inclusive as vozes das aeromoças que o recebiam à porta do aparelho. Procurou por seu lugar mas o corredor parecia se alongar mais e mais fazendo com que seu assento ficasse cada vez mais longe. Fingiu indiferença e seguiu pelo elástico corredor. Guardou o mochilão no compartimento e sentou-se pesadamente na poltrona. Levantou-se mais uma vez e, olhandou ao redor, identificou as saídas de emergência. Voltou a sentar-se.
Olhava fixamente para um ponto distante dentro de si.
- Lskfjshdflkkkjefhhhodifh?
- Perdão. O que disse?
- O senhor gostaria de uma bebida antes da decolagem?
- Vodka com gelo e um twist!
- Não temos limão, senhor
- Sem twist então!
A aeromoça esticou o braço para entregar-lhe o copo e ele reparou como as mãos dela eram bonitas e bem cuidadas. Sorriu e agradeceu.
Bebeu tudo em duas goladas e percebeu que tudo voltava a ficar em foco. Infelizmente isso não fez com que a poltrona ficasse mais confortável. Deslisou a bunda até quase o fim do assento mas de pouco adiantou e resolveu parar de lutar contra ele pois certamente perderia a briga. Pediu mais uma vodka e dois goles depois, a poltrona começou a ficar razoavelmente confortável.
A voz do capitão pelo alto-falante avisa que "vamos começar a taxiar a pista". Lembrou-se do quanto sofria nas deolagens e economizou vodka.
Relaxou um pouco após a traumática deolagem e não conseguiu deixar de pensar que todos os capitães dos vôos que tomou gostavam de fazer o avião sacudir bastante só para sacanear.
- Você parece nervoso! - A voz era grave porém, indubitavelmente, feminina.
- É tão óbvio assim?
- Bastante! Esperei a té decolarmos para falar com você. Achei que você ia precisar de uma conversinha.
A mulher, já perto dos quarenta, não era exatamente bonita mas seu rosto era assimetricamente atraente. Tinha a pele queimada pelo sol e uma vasta cabeleira vermelha emoldurava o rosto fino de lábios iguamlente finos que escondiam dentes bem alinhados e muito brancos. Vestia uma calça jeans já bem surradas e uma jaqueta de couro marrom com uma camiseta branca por baixo.
- E eu achando que era um sujeito discreto. Quer um drink?
- Me dá um gole do seu?
- Mas aí você vai descobrir meus segredos. Bom... na verdade eles nem são importantes. - terminou a frase e entregou o copo. Ela bebeu pequenos goles e devolveu o copo com uma mancha vermelha de baton. Ele pegou o copo e achou que o copo plástico com a mancha de baton e a vodka tinham ficado muito bonitos.
- Desculpe. Manchei seu copo.
- Sem problema. Ficou até mais bonito o drink! - ela sorriu e perguntou:
- É a primeira vez que você sai do país?
- Não. Ja tinha saido antes mas acho que dessa vez não volto.
- Hmmm... Vai encontrar alguém?
- Vou.
- Quem?
- ... Eu.
Girou sobre os calcanhares, ajeitou o mochilão nas costas e se foi. Sumiu logo após ter passado pelo detetor de metais e dirigindo-se ao portão de embarque lembrou-se de que tinha um certo temor de aviões.
- Quero ver como é que vai ser no dia em que as leis da física forem revogadas... - pensou distraidamente.
A aeromoça falava mas sua voz parecia vir de muito longe. Agradeceu a atenção dela e parou na pista olhando fixamente para o aparelho enquanto se imaginava frente à esfinge pronta para devorá-lo caso não a decifrasse. Tentou sorrir mas o máximo que conseguiu foi um esgar sofrido. Quase abandonou tudo e voltou mas conseguiu controlar o impulso e começou a subir as escadas que o levariam ao interior do avião.
Tudo parecia em câmara lenta. Inclusive as vozes das aeromoças que o recebiam à porta do aparelho. Procurou por seu lugar mas o corredor parecia se alongar mais e mais fazendo com que seu assento ficasse cada vez mais longe. Fingiu indiferença e seguiu pelo elástico corredor. Guardou o mochilão no compartimento e sentou-se pesadamente na poltrona. Levantou-se mais uma vez e, olhandou ao redor, identificou as saídas de emergência. Voltou a sentar-se.
Olhava fixamente para um ponto distante dentro de si.
- Lskfjshdflkkkjefhhhodifh?
- Perdão. O que disse?
- O senhor gostaria de uma bebida antes da decolagem?
- Vodka com gelo e um twist!
- Não temos limão, senhor
- Sem twist então!
A aeromoça esticou o braço para entregar-lhe o copo e ele reparou como as mãos dela eram bonitas e bem cuidadas. Sorriu e agradeceu.
Bebeu tudo em duas goladas e percebeu que tudo voltava a ficar em foco. Infelizmente isso não fez com que a poltrona ficasse mais confortável. Deslisou a bunda até quase o fim do assento mas de pouco adiantou e resolveu parar de lutar contra ele pois certamente perderia a briga. Pediu mais uma vodka e dois goles depois, a poltrona começou a ficar razoavelmente confortável.
A voz do capitão pelo alto-falante avisa que "vamos começar a taxiar a pista". Lembrou-se do quanto sofria nas deolagens e economizou vodka.
Relaxou um pouco após a traumática deolagem e não conseguiu deixar de pensar que todos os capitães dos vôos que tomou gostavam de fazer o avião sacudir bastante só para sacanear.
- Você parece nervoso! - A voz era grave porém, indubitavelmente, feminina.
- É tão óbvio assim?
- Bastante! Esperei a té decolarmos para falar com você. Achei que você ia precisar de uma conversinha.
A mulher, já perto dos quarenta, não era exatamente bonita mas seu rosto era assimetricamente atraente. Tinha a pele queimada pelo sol e uma vasta cabeleira vermelha emoldurava o rosto fino de lábios iguamlente finos que escondiam dentes bem alinhados e muito brancos. Vestia uma calça jeans já bem surradas e uma jaqueta de couro marrom com uma camiseta branca por baixo.
- E eu achando que era um sujeito discreto. Quer um drink?
- Me dá um gole do seu?
- Mas aí você vai descobrir meus segredos. Bom... na verdade eles nem são importantes. - terminou a frase e entregou o copo. Ela bebeu pequenos goles e devolveu o copo com uma mancha vermelha de baton. Ele pegou o copo e achou que o copo plástico com a mancha de baton e a vodka tinham ficado muito bonitos.
- Desculpe. Manchei seu copo.
- Sem problema. Ficou até mais bonito o drink! - ela sorriu e perguntou:
- É a primeira vez que você sai do país?
- Não. Ja tinha saido antes mas acho que dessa vez não volto.
- Hmmm... Vai encontrar alguém?
- Vou.
- Quem?
- ... Eu.
25.9.03
Andava pela rua distraidamente. Quase absorto em profundos pensamentos, reduzia cada vez mais o ritmo de sua caminhada. Parou, olhou para os lados e recostou-se á uma parede, em baixo de uma grande e velha marquise, onde podia observar a multidão que passava. Flagrou-se observando cada vez mais profundamente cada indivíduo e não pode deixar de notar como as pessoas eram tão diferentes e estranhamente tão parecidas.
Médicos, advogados, engenheiros, secretárias, mascates, palhaços, malabaristas, pedintes... tão “indivíduos” e tão... homogêneos. Todos parte de uma grande engrenagem.
Sentiu-se sufocado, preso. Afrouxou a gravata e desabotoou o colarinho numa tentativa vã de respirar. Livrou-se da alça da pasta que cruzava seu peito. Nunca aquela pasta lhe pareceu tão pesada.
- Por que carrego tanta coisa? – Pensou quase falando baixo. Ao colocar a pasta no chão alguma coisa mudou. Começou a rir uma risada contida que aos poucos foi crescendo. Pensava no quão ridículo era aquilo mas não conseguia parar de rir.
Agora gargalhava insanamente. Lágrimas escorriam de seus olhos e sua barriga doía loucamente mas simplesmente não conseguia parar de rir. Não sabia exatamente o que achava tão engraçado. Simplesmente deu vontade de rir.
Os transeuntes se aglomeravam para ver a cena pitoresca.
- Recebeu o salário! – Diziam alguns.
- E viu que não vai dar pra nada! – Completou um engraçadinho de plantão.
Aquele comentário foi demais. Explodiu numa gargalhada descontrolada, ele agora deitava no chão da calçada de uma avenida extremamente movimentada, segurando a barriga e cada vez mais lágrimas escorriam de seus olhos. Com muito esforço consegui se sentar com as costas encostadas á parede e os joelhos arqueados onde apoiou a cabeça tentando recuperar o controle. Respirou fundo, e murmurou um “ai, meu pai.” Enquanto enxugava as lágrimas com a gravata. Respirou fundo e acreditava estar pronto. Olhou em volta e não pode conter a risada que veio como uma onda. Não. Como um maremoto. Definitivamente não conseguia se controlar.
Sentiu uma picada no pescoço e sentiu como se estivesse olhando por um caleidoscópio. Em poucos segundos o mundo pareceu se transformar num grande borrão.
Acordou num susto e depois de algum tempo, percebeu que estava em sua cama. O despertador buzinava incessantemente há meia hora. Desligou-o e dirigiu-se ao espelho do banheiro.
Sentia-se bem. A não ser pela sensação de ressaca e uma estranha picada de mosquito no pescoço.
- Tenho que dar um jeito nesses mosquitos.
Médicos, advogados, engenheiros, secretárias, mascates, palhaços, malabaristas, pedintes... tão “indivíduos” e tão... homogêneos. Todos parte de uma grande engrenagem.
Sentiu-se sufocado, preso. Afrouxou a gravata e desabotoou o colarinho numa tentativa vã de respirar. Livrou-se da alça da pasta que cruzava seu peito. Nunca aquela pasta lhe pareceu tão pesada.
- Por que carrego tanta coisa? – Pensou quase falando baixo. Ao colocar a pasta no chão alguma coisa mudou. Começou a rir uma risada contida que aos poucos foi crescendo. Pensava no quão ridículo era aquilo mas não conseguia parar de rir.
Agora gargalhava insanamente. Lágrimas escorriam de seus olhos e sua barriga doía loucamente mas simplesmente não conseguia parar de rir. Não sabia exatamente o que achava tão engraçado. Simplesmente deu vontade de rir.
Os transeuntes se aglomeravam para ver a cena pitoresca.
- Recebeu o salário! – Diziam alguns.
- E viu que não vai dar pra nada! – Completou um engraçadinho de plantão.
Aquele comentário foi demais. Explodiu numa gargalhada descontrolada, ele agora deitava no chão da calçada de uma avenida extremamente movimentada, segurando a barriga e cada vez mais lágrimas escorriam de seus olhos. Com muito esforço consegui se sentar com as costas encostadas á parede e os joelhos arqueados onde apoiou a cabeça tentando recuperar o controle. Respirou fundo, e murmurou um “ai, meu pai.” Enquanto enxugava as lágrimas com a gravata. Respirou fundo e acreditava estar pronto. Olhou em volta e não pode conter a risada que veio como uma onda. Não. Como um maremoto. Definitivamente não conseguia se controlar.
Sentiu uma picada no pescoço e sentiu como se estivesse olhando por um caleidoscópio. Em poucos segundos o mundo pareceu se transformar num grande borrão.
Acordou num susto e depois de algum tempo, percebeu que estava em sua cama. O despertador buzinava incessantemente há meia hora. Desligou-o e dirigiu-se ao espelho do banheiro.
Sentia-se bem. A não ser pela sensação de ressaca e uma estranha picada de mosquito no pescoço.
- Tenho que dar um jeito nesses mosquitos.
23.9.03
Não me aguentei de tanto rir ouvindo essa história ontem!!
Diz a lenda que o Freddie Mercury, na época do Rock in Rio, solicitou à organização do evento, um segurança que fosse alto, forte e que falasse inglês. Mas que se o segurança fosse muito alto e muito forte, o inglês era dispensável!
Ah! Quarta-feria vai ter a continuação de algum dos mini-contos. Ainda não escolhi qual deles e estou aberto à sugestões!
Diz a lenda que o Freddie Mercury, na época do Rock in Rio, solicitou à organização do evento, um segurança que fosse alto, forte e que falasse inglês. Mas que se o segurança fosse muito alto e muito forte, o inglês era dispensável!
Ah! Quarta-feria vai ter a continuação de algum dos mini-contos. Ainda não escolhi qual deles e estou aberto à sugestões!
22.9.03
EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA
1500 visitas desde o dia 27 de Junho quando inaugurei esse blog que vos fala!
- Mas só? Tem gente aí que tem isso de visitas diárias!
É. Tem mesmo. Mas como eu nunca quis ser estrela do mundo blogueiro, pra mim tá muito é bom!
Voltamos com a programação normal lá pelas nove da noite quando eu vou postar um treco novo!
- Mas só? Tem gente aí que tem isso de visitas diárias!
É. Tem mesmo. Mas como eu nunca quis ser estrela do mundo blogueiro, pra mim tá muito é bom!
Voltamos com a programação normal lá pelas nove da noite quando eu vou postar um treco novo!
18.9.03
Não era um sujeito de muitos luxos. Morava sozinho num pequeno apartamento da zona sul do Rio de Janeiro. Sempre que sobrava uma graninha no fim do mês, colocava numa poupança e ia guardando. Não sabia exatamente o que faria com suas economias mas haveria um momento em que saberia. Tinha um feeling...
Um dia, resolveu que ia comprar um carro.
- Um clássico! – disse em voz alta quase sem perceber – e saiu porta a fora decidido a comprar o tal carro.
Comprou o jornal, um maço de Marlboros e foi para casa.
Enquanto preparava um café, parou um instante para apreciar o aroma que apreciava tanto. Pensou que, inclusive, possivelmente gostava mais do cheiro do que do gosto, propriamente dito.
Café pronto foi para a sala onde o jornal e os cigarros o aguardavam sobre a mesa de centro. Sentou-se no sofá, abriu os classificado, passou os olhos sobre as letras negras sobre o cinza esbranquiçado, bebeu um gole do café – forte, de homem, como gostava de brincar consigo – acendeu um cigarro com o zippo que tinha ganho de um grande amigo. Parou um instante e se lembrou de tudo (ou quase tudo) que passaram juntos. Soltou uma gargalhada que ecoou na sala chamando a atenção dos gatos.
- Imagina... Lembrar tudo? Até parece que sobraram neurônios pra isso!
Virou a página do jornal e se deparou com o momento que sabia que viria:
“VENDO: MUSTANG SHELBY GT500 67, PRETO COM FAIXA LATERALBRANCA E COMPRESSOR..
- É esse!! – o grito acordou definitivamente os gatos que subiram na mesa de centro e passeavam sobre o jornal aberto querendo saber o que estava acontecendo – Esse é o carro! Mais do que isso: esse é o momento!!
Foi ao quarto pegar a jaqueta e a carteira. Saiu ventando pela sala e passou rápido como um bólido pela vizinha do segundo andar que se benzeu e voltou para dentro do apartamento. Entrou num táxi e deu as coordenadas ao motorista entusiasmadamente.
Chegando ao local, viu algumas pessoas aglomeradas ao redor do carro e se assustou. Impressão que passou rapidamente quando descobriu que a turba era forma da em sua grande maioria por curiosos e não por possíveis compradores.
Avistou um senhor de uns 60 anos olhando para o carro com um ar de orgulho e tristeza. Era definitivamente o dono do carro. Era capaz de jurar que as lágrimas rolariam a qualquer momento e por conta disso resolveu acabar logo com aquilo.
- Boa tarde! Vi o anúncio no jornal e não resisti!
- Vou sentir falta dele mas não consigo mais me ver nesse carro! Envelheci antes dele.... Quantos anos você tem?
- Faço 30 daqui a pouco!
- Idade boa! E é a última para se ter um carro desses! Depois dos trinta, o corpo vai perdendo um pouco da vitalidade. Sabe como é? O espírito está disposto mas a carcaça não agüenta...
-....
- Sessenta mil. – falou distraidamente – Como é que você vai pagar?
- Depósito na sua conta corrente!
- Ok!
Depois do “ok” nada mais foi o mesmo. Uma vez confirmada a transferência, o metal frio das chaves se chocou com o calor e o suor na palma da sua mão direita. O carro era seu!
- Só toma cuidado com uma coisa - disse o “seu” Rodrigues – Cuidado quando pegar a estrada. Uma vez na estrada pode-se ir atééééé....
- Vou tomar!
Girou a chave na ignição, acelerou e nem sentiu o sorriso que desabrochara! Na verdade sorria tanto que chegava a doer! O som do motor fazia com que o mundo ao seu redor fosse sumindo aos poucos e o cheiro de gasolina era inebriante.
Foi-se aos poucos observando no retrovisor que o “seu” Rodrigues o observava e enxugava o rosto com uma estopa velha.
Encostou o carro, passou a mão no telefone celular e ligou para uma amiga:
- Linha? Preciso de um favor... Você cuida dos gatos pra mim? Preciso fazer uma coisa fora da cidade e vou ficar uns dias fora.
- Claro! A chave ta debaixo do carpete?
- Ta! Faz o seguinte: passa uma temporada lá em casa até eu voltar! Preciso que você molhe as plantas também....
- Quanto tempo você vai ficar fora?
- Um tempinho! Nada de mais!
- OBA!!! Posso ficar lá até você voltar?
- Pode! Só precisa manter a casa arrumada!
- Sem crise!!
Desligou o telefone e o colocou em cima do banco do carona. Dirigiu até a fronteira da cidade com o som ligado no máximo! Parou o carro assim que cruzou a fronteira do estado. Pegou o telefone celular e o jogou no meio do mato. Tirou o relógio de pulso, largou no asfalto e pisou em cima assistindo os intestinos do relógio voarem longe!
- Hoje ninguém me controla!!! Born to be wild...!
Um dia, resolveu que ia comprar um carro.
- Um clássico! – disse em voz alta quase sem perceber – e saiu porta a fora decidido a comprar o tal carro.
Comprou o jornal, um maço de Marlboros e foi para casa.
Enquanto preparava um café, parou um instante para apreciar o aroma que apreciava tanto. Pensou que, inclusive, possivelmente gostava mais do cheiro do que do gosto, propriamente dito.
Café pronto foi para a sala onde o jornal e os cigarros o aguardavam sobre a mesa de centro. Sentou-se no sofá, abriu os classificado, passou os olhos sobre as letras negras sobre o cinza esbranquiçado, bebeu um gole do café – forte, de homem, como gostava de brincar consigo – acendeu um cigarro com o zippo que tinha ganho de um grande amigo. Parou um instante e se lembrou de tudo (ou quase tudo) que passaram juntos. Soltou uma gargalhada que ecoou na sala chamando a atenção dos gatos.
- Imagina... Lembrar tudo? Até parece que sobraram neurônios pra isso!
Virou a página do jornal e se deparou com o momento que sabia que viria:
“VENDO: MUSTANG SHELBY GT500 67, PRETO COM FAIXA LATERALBRANCA E COMPRESSOR..
- É esse!! – o grito acordou definitivamente os gatos que subiram na mesa de centro e passeavam sobre o jornal aberto querendo saber o que estava acontecendo – Esse é o carro! Mais do que isso: esse é o momento!!
Foi ao quarto pegar a jaqueta e a carteira. Saiu ventando pela sala e passou rápido como um bólido pela vizinha do segundo andar que se benzeu e voltou para dentro do apartamento. Entrou num táxi e deu as coordenadas ao motorista entusiasmadamente.
Chegando ao local, viu algumas pessoas aglomeradas ao redor do carro e se assustou. Impressão que passou rapidamente quando descobriu que a turba era forma da em sua grande maioria por curiosos e não por possíveis compradores.
Avistou um senhor de uns 60 anos olhando para o carro com um ar de orgulho e tristeza. Era definitivamente o dono do carro. Era capaz de jurar que as lágrimas rolariam a qualquer momento e por conta disso resolveu acabar logo com aquilo.
- Boa tarde! Vi o anúncio no jornal e não resisti!
- Vou sentir falta dele mas não consigo mais me ver nesse carro! Envelheci antes dele.... Quantos anos você tem?
- Faço 30 daqui a pouco!
- Idade boa! E é a última para se ter um carro desses! Depois dos trinta, o corpo vai perdendo um pouco da vitalidade. Sabe como é? O espírito está disposto mas a carcaça não agüenta...
-....
- Sessenta mil. – falou distraidamente – Como é que você vai pagar?
- Depósito na sua conta corrente!
- Ok!
Depois do “ok” nada mais foi o mesmo. Uma vez confirmada a transferência, o metal frio das chaves se chocou com o calor e o suor na palma da sua mão direita. O carro era seu!
- Só toma cuidado com uma coisa - disse o “seu” Rodrigues – Cuidado quando pegar a estrada. Uma vez na estrada pode-se ir atééééé....
- Vou tomar!
Girou a chave na ignição, acelerou e nem sentiu o sorriso que desabrochara! Na verdade sorria tanto que chegava a doer! O som do motor fazia com que o mundo ao seu redor fosse sumindo aos poucos e o cheiro de gasolina era inebriante.
Foi-se aos poucos observando no retrovisor que o “seu” Rodrigues o observava e enxugava o rosto com uma estopa velha.
Encostou o carro, passou a mão no telefone celular e ligou para uma amiga:
- Linha? Preciso de um favor... Você cuida dos gatos pra mim? Preciso fazer uma coisa fora da cidade e vou ficar uns dias fora.
- Claro! A chave ta debaixo do carpete?
- Ta! Faz o seguinte: passa uma temporada lá em casa até eu voltar! Preciso que você molhe as plantas também....
- Quanto tempo você vai ficar fora?
- Um tempinho! Nada de mais!
- OBA!!! Posso ficar lá até você voltar?
- Pode! Só precisa manter a casa arrumada!
- Sem crise!!
Desligou o telefone e o colocou em cima do banco do carona. Dirigiu até a fronteira da cidade com o som ligado no máximo! Parou o carro assim que cruzou a fronteira do estado. Pegou o telefone celular e o jogou no meio do mato. Tirou o relógio de pulso, largou no asfalto e pisou em cima assistindo os intestinos do relógio voarem longe!
- Hoje ninguém me controla!!! Born to be wild...!
13.9.03
Finalmente escrevo de casa!
Nada contra enscrever do escritório mas a nossa casa tem um conforto inigualável. Aqui estou eu, bebendo um bom vinho tinto, fumando uns bons Marlboros, escutando Save Me e... escrevendo!
Acabo de chegar de uma chopada com grandes amigos: Carlinhos e Figueiredo. Gente que conheço há 15 anos!
15 anos... e a gente passou por tanta coisa, bicho! Mas algumas coisas me chamaram a atenção na noite de hoje.
Coisa 1: O Figueiredo nunca foi o centro das atenções mas é um sujeito cujas opiniões são ponderadas e dignas do máximo respeito. Fala pouco mas fala o certo na hora certa! É o tipo do sujeito que, quando emite uma opinião, as outras pessoas prestam atenção e esse é uma qualidade rara hoje em dia.
Alpem disso, tem um humor.... legal, leve. Bom de copo também!
Coisa 2: Conversávamos sobre música e já há algum tempo eu reparei como os dois foram importantes na minha formação musical.
Aprendi a gostar de Rock com eles. Foi na época em que eu jogava tenis que conheci Steppen Wolf, America, Bad Company e tantos outros que, se eu fosse listar, levaria alguns posts quilométricos.
Não queria deixar ninguém de fora desses créditos mas isso é quase impossível pois são tantas músicas e tantas pessoas... Mas queria repetir o que eu disse à mesa: graças a essas pessoas é que gosto do que gosto.
Claro que a outra parte da minha formação (a mais importante) se deve, principalmente à mamãe. Ela que cantou em coral por 15 anos, que sabe tudo de bossa nova e me preparou o ouvido pra todas as coisas que ouço.
Um outro dia eu conto o meu processo de descobrimento....
Coisa 3: Não qu eu tenha fica decepcionado mas quando a conversa começou a girar sobre os filhos dos dois, Carlinhos veio com uma declaração que me causou estranheza. Ele disse que jamais aceitaria se o Felipe (desculpe aê, nêgo. Não sei se é Filipe ou Felipe) fosse gay.
Posso falar pouco sobre isso porque não tenho filhos. Mas tentando me colocar na pele dele, acho que eu aceitaria. Possivelmente não seria numa boa mas, afinal, seria meu filho.
Dizem que a gente só deve dar conselhos a quem pede e eu sei que você não pediu mas aí vai um: filho a gente deve criar para o mundo, como se fossem flechas. As nossa opiniões passa, a ser somente isso: opiniões! São eles que vão decidir o que fazer da vida deles!
Mas eu tenho certeza que essa preocupação é infundada e que, mesmo se não for, o quanto você ama o Fi(e)lipe vai falar mais alto e isso vai te fazer aceitar o que quer que seja!
Nada contra enscrever do escritório mas a nossa casa tem um conforto inigualável. Aqui estou eu, bebendo um bom vinho tinto, fumando uns bons Marlboros, escutando Save Me e... escrevendo!
Acabo de chegar de uma chopada com grandes amigos: Carlinhos e Figueiredo. Gente que conheço há 15 anos!
15 anos... e a gente passou por tanta coisa, bicho! Mas algumas coisas me chamaram a atenção na noite de hoje.
Coisa 1: O Figueiredo nunca foi o centro das atenções mas é um sujeito cujas opiniões são ponderadas e dignas do máximo respeito. Fala pouco mas fala o certo na hora certa! É o tipo do sujeito que, quando emite uma opinião, as outras pessoas prestam atenção e esse é uma qualidade rara hoje em dia.
Alpem disso, tem um humor.... legal, leve. Bom de copo também!
Coisa 2: Conversávamos sobre música e já há algum tempo eu reparei como os dois foram importantes na minha formação musical.
Aprendi a gostar de Rock com eles. Foi na época em que eu jogava tenis que conheci Steppen Wolf, America, Bad Company e tantos outros que, se eu fosse listar, levaria alguns posts quilométricos.
Não queria deixar ninguém de fora desses créditos mas isso é quase impossível pois são tantas músicas e tantas pessoas... Mas queria repetir o que eu disse à mesa: graças a essas pessoas é que gosto do que gosto.
Claro que a outra parte da minha formação (a mais importante) se deve, principalmente à mamãe. Ela que cantou em coral por 15 anos, que sabe tudo de bossa nova e me preparou o ouvido pra todas as coisas que ouço.
Um outro dia eu conto o meu processo de descobrimento....
Coisa 3: Não qu eu tenha fica decepcionado mas quando a conversa começou a girar sobre os filhos dos dois, Carlinhos veio com uma declaração que me causou estranheza. Ele disse que jamais aceitaria se o Felipe (desculpe aê, nêgo. Não sei se é Filipe ou Felipe) fosse gay.
Posso falar pouco sobre isso porque não tenho filhos. Mas tentando me colocar na pele dele, acho que eu aceitaria. Possivelmente não seria numa boa mas, afinal, seria meu filho.
Dizem que a gente só deve dar conselhos a quem pede e eu sei que você não pediu mas aí vai um: filho a gente deve criar para o mundo, como se fossem flechas. As nossa opiniões passa, a ser somente isso: opiniões! São eles que vão decidir o que fazer da vida deles!
Mas eu tenho certeza que essa preocupação é infundada e que, mesmo se não for, o quanto você ama o Fi(e)lipe vai falar mais alto e isso vai te fazer aceitar o que quer que seja!
10.9.03
Você parece se ajustar perfeitamente
A uma garota que precisa de um torniquete
Mas você pode me salvar?
Vamos! Salve-me
Se você pudesse me salvar
Das filas dos anormais
Que suspeitam que nunca vão amar alguém
Pois eu posso ver
Que você sabe como é
O longo adeus da greve de fome
Mas você pode me salvar?
Vamos! Salve-me
Se você pudesse me salvar
Das filas dos anormais
Que suspeitam que nunca vão amar alguém
Você me deixou boba como Rádio
Como Peter Pan ou Superman
Mas você virá me salvar
Vamos! Salve-me
Se você pudesse me salvar
Das filas dos anormais
Que suspeitam que nunca vão amar alguém
Dos anormais
Que suspeitam que nunca vão amar alguém
Mas os anormais
Que suspeitam que nunca vão amar alguém
Essa é uma música da Aimeé Mann chamada "Save me" e a tradução é minha!
A uma garota que precisa de um torniquete
Mas você pode me salvar?
Vamos! Salve-me
Se você pudesse me salvar
Das filas dos anormais
Que suspeitam que nunca vão amar alguém
Pois eu posso ver
Que você sabe como é
O longo adeus da greve de fome
Mas você pode me salvar?
Vamos! Salve-me
Se você pudesse me salvar
Das filas dos anormais
Que suspeitam que nunca vão amar alguém
Você me deixou boba como Rádio
Como Peter Pan ou Superman
Mas você virá me salvar
Vamos! Salve-me
Se você pudesse me salvar
Das filas dos anormais
Que suspeitam que nunca vão amar alguém
Dos anormais
Que suspeitam que nunca vão amar alguém
Mas os anormais
Que suspeitam que nunca vão amar alguém
Essa é uma música da Aimeé Mann chamada "Save me" e a tradução é minha!
3.9.03
Ai, ai....
Não foi nada de mais mas algumas preocupações (financeiras inclusas, é claro) me tirarm do páreo por alguns dias!
É assim mesmo: quando a cabeça não pensa, o corpo padece. Hojo conversando com a minha querida VPO, comentei que essa é uma época meio conturbada do ano pra mim. Há exatos quatro anos eu conhecia o que uma pessoa que me ajudou muito e se hoje eu tenho planos e alguma ambição, é por causa dela.
Viver sem ambições não é legal não, viu! A gente tem que ter alguma meta na vida senão, a vida passa pela gente e não a gente por ela que é como deveria ser. Fiquei tristinho sim. Acontece... é raro mas acontece.
Agora é bloa pra frente e rumo ao Canadá!!
Não foi nada de mais mas algumas preocupações (financeiras inclusas, é claro) me tirarm do páreo por alguns dias!
É assim mesmo: quando a cabeça não pensa, o corpo padece. Hojo conversando com a minha querida VPO, comentei que essa é uma época meio conturbada do ano pra mim. Há exatos quatro anos eu conhecia o que uma pessoa que me ajudou muito e se hoje eu tenho planos e alguma ambição, é por causa dela.
Viver sem ambições não é legal não, viu! A gente tem que ter alguma meta na vida senão, a vida passa pela gente e não a gente por ela que é como deveria ser. Fiquei tristinho sim. Acontece... é raro mas acontece.
Agora é bloa pra frente e rumo ao Canadá!!
27.8.03
Vc já pegou o metrô até a pavuna? Reparou que a linha acaba alí? Que é diferente da Saens pena e de Copacabana, que a estação acaba, mas a linha continua pra dentro daquele buraco escuro, que leva o trem para algum lugar... Pois é... na Saens Pena e em Copa, é o fim da linha, mas existe uma promessa de continuar... Às vezes eu me sinto na estação da Pavuna.
Noutras, me sinto em Copa ou na Saens Pena; prestes a entrar no buraco escuro...
Pois é... Pra esses lugares existem projetos pro futuro... Já existe até a estação nova da S. Campos, esperando somente o trem ir pra lá... Mas na Pavuna, no final da estação, só tem um saco de areia no trilho. A linha acaba ali. Não tem mais pra onde ir, a não ser voltar...
Por enquanto.
Porque podem surgir projetos novos; retirarem os sacos de areia dali e estenderem até campo grande...
E dali, até mais longe; como os trens. E fazerem outras linhas, outras baldeações... Não será mais preciso voltar.
Ninguém se importa com a baixada... A baixada é pobre, triste e desolada... Como por vezes somos por dentro...
Não volte. Tire os sacos de areia e construa novos trilhos. mesmo que seja para a baixada ou Duque de Caxias... É o seu caminho e ninguém tem o direito de dizer que ele é feio.
Não é o caminho que eu queria...
Então entre no escuro de Copa ou da Saens pena. E vá atrás do que vc quer.
Sempre.
Noutras, me sinto em Copa ou na Saens Pena; prestes a entrar no buraco escuro...
Pois é... Pra esses lugares existem projetos pro futuro... Já existe até a estação nova da S. Campos, esperando somente o trem ir pra lá... Mas na Pavuna, no final da estação, só tem um saco de areia no trilho. A linha acaba ali. Não tem mais pra onde ir, a não ser voltar...
Por enquanto.
Porque podem surgir projetos novos; retirarem os sacos de areia dali e estenderem até campo grande...
E dali, até mais longe; como os trens. E fazerem outras linhas, outras baldeações... Não será mais preciso voltar.
Ninguém se importa com a baixada... A baixada é pobre, triste e desolada... Como por vezes somos por dentro...
Não volte. Tire os sacos de areia e construa novos trilhos. mesmo que seja para a baixada ou Duque de Caxias... É o seu caminho e ninguém tem o direito de dizer que ele é feio.
Não é o caminho que eu queria...
Então entre no escuro de Copa ou da Saens pena. E vá atrás do que vc quer.
Sempre.
25.8.03
Era sábado de manhã e ela não tinha acordado ainda. Dormia numa paz tocante com a boca entreaberta e reparou como ela ficava bonitinha dormindo assim. Pensou também que pouquíssimos adultos pareciam bonitos dormindo com a boca entreaberta mas ela ficava quase angelical.
Levantou-se, passou por cima dela que resmungou alguma coisa com os saculejos da cama e, já de pé, deu uma outra olhada na paz que rosto trasmitia e deu-lhe um beijo na testa. Reparou que hoje, o despertador não parecia rir dele como faz durante a semana. Inclusive o observava com um certo ar de tristeza por não poder acordá-lo. Sorriu e pensou:
- Hoje não!
Foi até a cozinha preparar um café e fumava uma cigarro enquanto vigiava a chaleira. Lembrou-se de sua mãe:
- Bule vigiado não ferve! - Sorriu e teve que segurar uma vontade insana de gargalhar. Lembrou que sentia uma saudade imensa dessa frases que sua mãe costumava dizer.
- Meu filho, a situação está negra como as asas da graúna! - Essa era uma das preferidas dos dois.
Preparou o café forte como fazia sempre e foi se sentar na sala. Olhou para o piano que ficava com a cauda virada para uma janela enorme e retangular de onde se via boa parte da praia. O dia lhe pareceia bonito apesar da ameaça de chuva e dos relâmpagos que se avistava no horizonte. Sentou-se ao piano e começou a dedilhar "Volare, Volare!" com a mão direita enquanto a esquerda se dividia nas tarefas de segurar a caneca e o cigarro entre os dedos. Começou a achar que poderia causar um acidente com o excesso de funções desempenhadas pela nem tão precisa mão esquerda. Apoiou o cigarro em um cinzeiro e a caneca sobre o piano e agora, com as mãos livres, tocava com um pouco mais de concentração e menos displicência porém ainda tinha o olhar pregado no movimento das ondas. Parou de tocar, bebeu um gole de café e deu um trago no cigarro. Continuava olhando parar a praia e para os relâmpagos ao fundo como se os anjos tirassem fotos do seu recital improvisado ao piano.
- Já que estão tirando fotos vou tocar uma coisinha mais legal.
Começou "Clair de Lune" e se sentiu um daqueles pianistas exêntricos. Riu e se permitiu concentrar profundamente no que estava tocando.
Fez uma pausa dramática na execução brilhante, olhou para a janela mais uma vez e viu que um raio de sol passeava entre as nuvens chegando a té a superfície do mar e deixava um rastro dourado. O mesmo raio de sol atingiu seu rosto fazendo com que fechasse os olhos. Ao fazê-lo, teve a impressçao de que a música o invadia. Tocava cada vez mais emocionadamente e o mundo ao seu redor pareceu se dissolver. Só existiam ele, o piano, a praia e o raio de sol.
Ao acabar a música, ainda de olhos fechados descansou as mãos sobre as teclas e respirou fundo. Levou um pequeno susto ao sentir que as mãos dela tocaram seus ombros e foram descendo por seu peito até seus braços se enroscarem em seu torso. Ganhou um beijo no rosto e escutou a voz sonolenta (ele achava extremamente sexy a voz dela assim que acordava) dela dizer que nunca tinha escutado tanta devoção numa música tão conhecida e simples.
Ele se virou de lado no banquinho e ela se sentou no seu colo.
Ao longo de toda a manhã os dois permaneceram assim abraçados e olhando para o único raio de sol que ainda brincava sobre as ondas.
Levantou-se, passou por cima dela que resmungou alguma coisa com os saculejos da cama e, já de pé, deu uma outra olhada na paz que rosto trasmitia e deu-lhe um beijo na testa. Reparou que hoje, o despertador não parecia rir dele como faz durante a semana. Inclusive o observava com um certo ar de tristeza por não poder acordá-lo. Sorriu e pensou:
- Hoje não!
Foi até a cozinha preparar um café e fumava uma cigarro enquanto vigiava a chaleira. Lembrou-se de sua mãe:
- Bule vigiado não ferve! - Sorriu e teve que segurar uma vontade insana de gargalhar. Lembrou que sentia uma saudade imensa dessa frases que sua mãe costumava dizer.
- Meu filho, a situação está negra como as asas da graúna! - Essa era uma das preferidas dos dois.
Preparou o café forte como fazia sempre e foi se sentar na sala. Olhou para o piano que ficava com a cauda virada para uma janela enorme e retangular de onde se via boa parte da praia. O dia lhe pareceia bonito apesar da ameaça de chuva e dos relâmpagos que se avistava no horizonte. Sentou-se ao piano e começou a dedilhar "Volare, Volare!" com a mão direita enquanto a esquerda se dividia nas tarefas de segurar a caneca e o cigarro entre os dedos. Começou a achar que poderia causar um acidente com o excesso de funções desempenhadas pela nem tão precisa mão esquerda. Apoiou o cigarro em um cinzeiro e a caneca sobre o piano e agora, com as mãos livres, tocava com um pouco mais de concentração e menos displicência porém ainda tinha o olhar pregado no movimento das ondas. Parou de tocar, bebeu um gole de café e deu um trago no cigarro. Continuava olhando parar a praia e para os relâmpagos ao fundo como se os anjos tirassem fotos do seu recital improvisado ao piano.
- Já que estão tirando fotos vou tocar uma coisinha mais legal.
Começou "Clair de Lune" e se sentiu um daqueles pianistas exêntricos. Riu e se permitiu concentrar profundamente no que estava tocando.
Fez uma pausa dramática na execução brilhante, olhou para a janela mais uma vez e viu que um raio de sol passeava entre as nuvens chegando a té a superfície do mar e deixava um rastro dourado. O mesmo raio de sol atingiu seu rosto fazendo com que fechasse os olhos. Ao fazê-lo, teve a impressçao de que a música o invadia. Tocava cada vez mais emocionadamente e o mundo ao seu redor pareceu se dissolver. Só existiam ele, o piano, a praia e o raio de sol.
Ao acabar a música, ainda de olhos fechados descansou as mãos sobre as teclas e respirou fundo. Levou um pequeno susto ao sentir que as mãos dela tocaram seus ombros e foram descendo por seu peito até seus braços se enroscarem em seu torso. Ganhou um beijo no rosto e escutou a voz sonolenta (ele achava extremamente sexy a voz dela assim que acordava) dela dizer que nunca tinha escutado tanta devoção numa música tão conhecida e simples.
Ele se virou de lado no banquinho e ela se sentou no seu colo.
Ao longo de toda a manhã os dois permaneceram assim abraçados e olhando para o único raio de sol que ainda brincava sobre as ondas.
20.8.03
Bem.
Entre nomeações e revelações, cá estamos nós. E como agora tô de bób porque tirei férias da torre, ADIVINHA AONDE VOU INFERNIZAR AGORA? Uma chance.
PÉÉÉÉÉÉÉÉ.
Respota EEEEE
EEEEEE
EXATA!
Aqui. Bonitinho, não?
Então, prá todo mundo ir se acostumando com o meu jeito descoordenado-brega-nonsense-absurdo, aí vai um "pequeno" texto que redigi durante a minha aula de PSICOLOGIA DA PERCEPÇÃO - vêem? sou chique no último. Então, quem tiver paciência, lê. Quem não tiver, sei lá, xinga, diz que eu tenho qeu parar de escrever essas coisas longas e tal.
Aí vai.
"Era mais do que tão somente vento no litoral; era sopro de vida que sacudia seu frágil corpo equilibrado em saltos que em nada combinavam com a paisagem e os transeuntes que trajavam tênis e moletom. Mas ela parecia não se importar; mero detalhe, ela estava ali, plena terça-feira, sentindo o cair da tarde sobre seus ombros de leve e com um suspiro continuava a caminhar, bolsa pesada, casaco a tira-colo - pode esfriar - e um acaso nunca foi tão bem-vindo quanto hoje.
Hoje, que tanta coisa pareceu pesar e o ar do escritório vinha mais denso que de costume; hoje, que essa saudade nada nômade cismou de explodir de repente, hoje ela não aguentaria não respirar por mais um dia.
Há quanto tempo não fazia isso? Em dia de semana, talvez nunca. De verdade. E passou a se perguntar se isso tudo tudo de corre-estuda-trabalha-come vale a pena. Não, mas isso não vinha ao caso, não naquela hora.
Acabara de ouvir a sua voz. Era alguém feliz, afinal. Andou por talvez alguns postos da praia de Copacabana, até que resolveu sentar-se num banco, perto do Forte. Há qunato tempo não via o forte? Céus, era ainda uma criança quando veio pela última vez e não tinha discernimento para perceber o quanto era bonito. Bonito não, lindo. Lindo não, maravilhoso. Ou será que eram seus olhos e sua idade e seu momento que a faziam ver com aquela cor?
Aquela cor, meu deus, aquela cor. Aquele cheiro salgado e o sol se pondo, o Pão de Açúcar ficando vermelho e ela lá - sozinha. Frente a tudo aquilo lindo e indo e vindo e passando tudo ao mesmo tempo, aquela sensação sublime e a vida inteira antiga passando feito um filme e a vida inteira futura também passando - só que meio branca, porque ela ainda não rascunhou as palavras todas, mas não fazia diferença, porque mesmo com tudo isso e essas coisas todas girando e girando, ela só pensava em você.
E mesmo sentindo-se quase evaporando em forma de felicidade, essa ponta a deixava sólida e líquida, com lágrimas que ousavam querer misturar-se àquele mar que batia e batia e parecia ser no ritmo desse coração que lamnetava a sua falta ali.
Ela me contou tudo isso, quando caminhava rumo à Ipanema, deixando Copa e o Forte e o choro prá trás; a noite vinha a galope e depois de prédios e ruas e carros, a Lagoa.
E era tão ou mais bela e sublime, negra e iluminada e perturbadora, porque não o trazia até ela, que fez uma oração ao pé do Cristo; era algo meio soluçado, quase não dava prá entender, mas falava de amor e de te ter com ela, seu naior desejo hoje. Hoje e sempre, porque depois de viver esses dias de solidão, cada dia corrido ao seu lado terá de ser celebrado como bênção e nunca poderá ficar em branco, sem arte-final, porque vc por si só é a comemoração suprema da vitória.
Olhou o relógio do telefone, porque fez o favor de quebrar o de pulso que tinha, e já era tarde; andou rápido e o salto não aguentou, quebrou-se tbm, droga, teria de andar mancando ate às onze da noite; hora em que vc começa a se preocupar de verdade, e que ela liga; quantas vezes vcs se falam por dia?
Ainda que fosse o dia inteiro, não diminuiria a saudade que ela sente de ti, e eu sinto isso. Sinto tanto que até eu, feixe estreito e racional dela, passo a pensar e agir em direção a vc, por todos os momentos da minha vida."
MELOOOOOOOOOSO.
Mas eu sou ridícula assim mesmo.
:::::::::::::::::::::::::
Aí, Presí ( minha abreviação para Presidente ): a gente temos que mudar o layout dessa budega.... Conversemos sobre isso imersos em cerveja e boa música.
Sem mais,
Menina.
Entre nomeações e revelações, cá estamos nós. E como agora tô de bób porque tirei férias da torre, ADIVINHA AONDE VOU INFERNIZAR AGORA? Uma chance.
PÉÉÉÉÉÉÉÉ.
Respota EEEEE
EEEEEE
EXATA!
Aqui. Bonitinho, não?
Então, prá todo mundo ir se acostumando com o meu jeito descoordenado-brega-nonsense-absurdo, aí vai um "pequeno" texto que redigi durante a minha aula de PSICOLOGIA DA PERCEPÇÃO - vêem? sou chique no último. Então, quem tiver paciência, lê. Quem não tiver, sei lá, xinga, diz que eu tenho qeu parar de escrever essas coisas longas e tal.
Aí vai.
"Era mais do que tão somente vento no litoral; era sopro de vida que sacudia seu frágil corpo equilibrado em saltos que em nada combinavam com a paisagem e os transeuntes que trajavam tênis e moletom. Mas ela parecia não se importar; mero detalhe, ela estava ali, plena terça-feira, sentindo o cair da tarde sobre seus ombros de leve e com um suspiro continuava a caminhar, bolsa pesada, casaco a tira-colo - pode esfriar - e um acaso nunca foi tão bem-vindo quanto hoje.
Hoje, que tanta coisa pareceu pesar e o ar do escritório vinha mais denso que de costume; hoje, que essa saudade nada nômade cismou de explodir de repente, hoje ela não aguentaria não respirar por mais um dia.
Há quanto tempo não fazia isso? Em dia de semana, talvez nunca. De verdade. E passou a se perguntar se isso tudo tudo de corre-estuda-trabalha-come vale a pena. Não, mas isso não vinha ao caso, não naquela hora.
Acabara de ouvir a sua voz. Era alguém feliz, afinal. Andou por talvez alguns postos da praia de Copacabana, até que resolveu sentar-se num banco, perto do Forte. Há qunato tempo não via o forte? Céus, era ainda uma criança quando veio pela última vez e não tinha discernimento para perceber o quanto era bonito. Bonito não, lindo. Lindo não, maravilhoso. Ou será que eram seus olhos e sua idade e seu momento que a faziam ver com aquela cor?
Aquela cor, meu deus, aquela cor. Aquele cheiro salgado e o sol se pondo, o Pão de Açúcar ficando vermelho e ela lá - sozinha. Frente a tudo aquilo lindo e indo e vindo e passando tudo ao mesmo tempo, aquela sensação sublime e a vida inteira antiga passando feito um filme e a vida inteira futura também passando - só que meio branca, porque ela ainda não rascunhou as palavras todas, mas não fazia diferença, porque mesmo com tudo isso e essas coisas todas girando e girando, ela só pensava em você.
E mesmo sentindo-se quase evaporando em forma de felicidade, essa ponta a deixava sólida e líquida, com lágrimas que ousavam querer misturar-se àquele mar que batia e batia e parecia ser no ritmo desse coração que lamnetava a sua falta ali.
Ela me contou tudo isso, quando caminhava rumo à Ipanema, deixando Copa e o Forte e o choro prá trás; a noite vinha a galope e depois de prédios e ruas e carros, a Lagoa.
E era tão ou mais bela e sublime, negra e iluminada e perturbadora, porque não o trazia até ela, que fez uma oração ao pé do Cristo; era algo meio soluçado, quase não dava prá entender, mas falava de amor e de te ter com ela, seu naior desejo hoje. Hoje e sempre, porque depois de viver esses dias de solidão, cada dia corrido ao seu lado terá de ser celebrado como bênção e nunca poderá ficar em branco, sem arte-final, porque vc por si só é a comemoração suprema da vitória.
Olhou o relógio do telefone, porque fez o favor de quebrar o de pulso que tinha, e já era tarde; andou rápido e o salto não aguentou, quebrou-se tbm, droga, teria de andar mancando ate às onze da noite; hora em que vc começa a se preocupar de verdade, e que ela liga; quantas vezes vcs se falam por dia?
Ainda que fosse o dia inteiro, não diminuiria a saudade que ela sente de ti, e eu sinto isso. Sinto tanto que até eu, feixe estreito e racional dela, passo a pensar e agir em direção a vc, por todos os momentos da minha vida."
MELOOOOOOOOOSO.
Mas eu sou ridícula assim mesmo.
:::::::::::::::::::::::::
Aí, Presí ( minha abreviação para Presidente ): a gente temos que mudar o layout dessa budega.... Conversemos sobre isso imersos em cerveja e boa música.
Sem mais,
Menina.
19.8.03
Acho que todos já sabem mas achei melhor comunicar, deixar público!
Apresento a vocês a nova VICE-PRESIDENTE DE OPERAÇÕES DO DESCOBRIQUE...: MENINA "PANGA" DA TORRE!
Seja bem-vinda e nós da equipe DESCOBRI QUE... através do seu presidente (eu, claro) acreditamos que você fará um excelente trabalho.
Depois você vem aqui e faz a coreografia dos bonequinhos, tá?
Apresento a vocês a nova VICE-PRESIDENTE DE OPERAÇÕES DO DESCOBRIQUE...: MENINA "PANGA" DA TORRE!
Seja bem-vinda e nós da equipe DESCOBRI QUE... através do seu presidente (eu, claro) acreditamos que você fará um excelente trabalho.
Depois você vem aqui e faz a coreografia dos bonequinhos, tá?
18.8.03
Não, gente boa!! Eu não morri! Ainda vou azucrinas vossas vidas por muito tempo!
Agora sério: as coisas estão caminhando e estão caminhando o que promete ser uma distância looonga... até o Canadá! É isso aí, meninos e meninas. Vou morar no Canadá por um período que ainda não sei se será breve ou longo. Quero ver se trabalho um pouco no que eles chamam de subemprego (passear/lavar cachoro, lavar pratos.... ) mas que pagam alguma coisa por volta de 10 dólares canadenses (mais ou menos assim 1dinheiro canadense=2dinehros tupiniquins), juntar uma grana, voltar pra cá e aí sim, decidir o que eu vou fazer da minha vida. Um grande amigo meu manifestou interesse em ir também o que baratearia os custos de permanência lá fora.
- Mas, Marcio - meu filho, de onde você tirou essa idéia?
Foi assim: noivado terminado, duro feito um côco mas chegando perto de pagar tudo e a todos que devo, resolvi que, se for pra passar por pindaíba, que seja em moeda estrangeira!
Tenho alguns poucos porém fiéis amigos aqui no Brasil que tenho certeza, vão me dar uma puta força apesar de não contarem com a minha presença física. Tenho mamãe que me ama mas, como toda mamãe passarinho, já está empurrando o filhote do ninho e o filhote é que está relutando em sair. Tenho uma gata que é uma lady inglesa e não dá muita bola para humanos mas vai se distrair com as perturbações do tio dela (o gato da minha mãe que é um porre mas é uma graça).
Na verdade estou deixando coisas valiosas aqui mas é só por um período. E além do mais, ainda tenho esse espacinho aqui para entretê-los com minha aventuras numa terra distante!
Vai ser legal! Vocês vão ver!
Agora sério: as coisas estão caminhando e estão caminhando o que promete ser uma distância looonga... até o Canadá! É isso aí, meninos e meninas. Vou morar no Canadá por um período que ainda não sei se será breve ou longo. Quero ver se trabalho um pouco no que eles chamam de subemprego (passear/lavar cachoro, lavar pratos.... ) mas que pagam alguma coisa por volta de 10 dólares canadenses (mais ou menos assim 1dinheiro canadense=2dinehros tupiniquins), juntar uma grana, voltar pra cá e aí sim, decidir o que eu vou fazer da minha vida. Um grande amigo meu manifestou interesse em ir também o que baratearia os custos de permanência lá fora.
- Mas, Marcio - meu filho, de onde você tirou essa idéia?
Foi assim: noivado terminado, duro feito um côco mas chegando perto de pagar tudo e a todos que devo, resolvi que, se for pra passar por pindaíba, que seja em moeda estrangeira!
Tenho alguns poucos porém fiéis amigos aqui no Brasil que tenho certeza, vão me dar uma puta força apesar de não contarem com a minha presença física. Tenho mamãe que me ama mas, como toda mamãe passarinho, já está empurrando o filhote do ninho e o filhote é que está relutando em sair. Tenho uma gata que é uma lady inglesa e não dá muita bola para humanos mas vai se distrair com as perturbações do tio dela (o gato da minha mãe que é um porre mas é uma graça).
Na verdade estou deixando coisas valiosas aqui mas é só por um período. E além do mais, ainda tenho esse espacinho aqui para entretê-los com minha aventuras numa terra distante!
Vai ser legal! Vocês vão ver!
14.8.03
DESCOBRI QUEeu sou uma pessoa muito mais suscetível a sonhos do que eu imaginava; que acordo e sinto tão ou mais forte do que estava acontecendo em minha mente, e sinto cheiro, gosto, dor, quente e frio, uma loucura.
Tento entender, mas não consigo. Não vejo sentido em muitas coisas, nada encaixa ou tem coesão, mas por vezes acontecem coisas que têm todo um porquê, toda uma justificativa pra acontecer.
Essa noite eu sonhei com um neném. A minha filha, uma menina, que eu quero tanto ter um dia. Ela era assim, de uma pele branca e um cabelo negro lindo, olhos eu não podia ver, porque acabava de nascer de mim e portanto ainda não tinha força para mostrar-me a íris. Nascia em casa; eu não sentia dor alguma, e ele a pegava no colo e sussurrava algo; ela ficava quietinha ouvindo, um momento mágico dos deuses.
Não vem ao caso relatar por que isso mexeu tanto comigo; basta dizer que a minha sensibilidade para crianças me espanta e, embora eu estivesse muito feliz lá, naquele sonho que eu não queria que acabasse, acordei com um vazio imenso no peito e um medo de nunca mais poder realizar a cena. E nem o sonho.
..:: Porra, essa pílula tá acabando comigo. Olha como eu tô fresca?????
Tento entender, mas não consigo. Não vejo sentido em muitas coisas, nada encaixa ou tem coesão, mas por vezes acontecem coisas que têm todo um porquê, toda uma justificativa pra acontecer.
Essa noite eu sonhei com um neném. A minha filha, uma menina, que eu quero tanto ter um dia. Ela era assim, de uma pele branca e um cabelo negro lindo, olhos eu não podia ver, porque acabava de nascer de mim e portanto ainda não tinha força para mostrar-me a íris. Nascia em casa; eu não sentia dor alguma, e ele a pegava no colo e sussurrava algo; ela ficava quietinha ouvindo, um momento mágico dos deuses.
Não vem ao caso relatar por que isso mexeu tanto comigo; basta dizer que a minha sensibilidade para crianças me espanta e, embora eu estivesse muito feliz lá, naquele sonho que eu não queria que acabasse, acordei com um vazio imenso no peito e um medo de nunca mais poder realizar a cena. E nem o sonho.
..:: Porra, essa pílula tá acabando comigo. Olha como eu tô fresca?????
13.8.03
11.8.03
PEDIDO PÚBLICO DE DESCULPAS E UM POUCO DE AUTO ANÁLISE:
Desculpe mesmo! Apesar de conhecer a grande maioria das regras de etiqueta e, consequentemente, saber que não deve falar mal dos amigos alheios, eu continuo fazendo esse tipo de burrada!
É claro que você tentou defender. Se você falasse mal da Pedrita, eu faria a mesma coisa!
A verdade é que eu estou ficando velho, rabugento, mal humorado e ranzinza! Tem jeito não! Se alguém aí já viu aquele seriado que passa na TV a cabo "Becker", aquele personagem foi inspirado em mim!
Tem uma outra coisa também: há tempos que eu venho planejando fazer alguma coisa bacana pra você e pro seu namorado lá na minha casa. Achei que no próximo fim de semana eu ia poder juntar o fato de ele estar aqui e de ter a casa vazia.
Paciência.... Sabe quem perde com isso? Eu.
Desculpe mesmo! Apesar de conhecer a grande maioria das regras de etiqueta e, consequentemente, saber que não deve falar mal dos amigos alheios, eu continuo fazendo esse tipo de burrada!
É claro que você tentou defender. Se você falasse mal da Pedrita, eu faria a mesma coisa!
A verdade é que eu estou ficando velho, rabugento, mal humorado e ranzinza! Tem jeito não! Se alguém aí já viu aquele seriado que passa na TV a cabo "Becker", aquele personagem foi inspirado em mim!
Tem uma outra coisa também: há tempos que eu venho planejando fazer alguma coisa bacana pra você e pro seu namorado lá na minha casa. Achei que no próximo fim de semana eu ia poder juntar o fato de ele estar aqui e de ter a casa vazia.
Paciência.... Sabe quem perde com isso? Eu.
Descobri que eu sou uma adolescente pró-romântica-melosa-babona-cor-de-rosa, daquelas que desenham coração em porta de banheiro público, porque algo de errado eu tenho de fazer. E com flecha, nome Fulana e Beltrano, essas coisas bregas e piegas e maravilhosas que nos assolam em certos momentos da vida.
Então, eu escrevo litros de textos que se forem torcidos, derramam melado, ou algo tão doce quanto, e tenho medo disso tudo enjoar. Descobri que esse medo é até sadio, e que não pode me travar a escrita, porque "afinal, escrever não é romancear os sentimentos"? É, amigo. É muito mais que isso, eu acho.
E talvez eu tenha descoberto que colcoar em linhas meio tortas e bambas o que se sente - isso sim, seguro e confiante - é de certa maneira uma forma de abrir mais uma porta para o outro entrar e sentar-se mais perto daquilo que vc possui de mais precioso no peito e não, eu não falo de mamilos, falo de algo maior e tão sensível quanto, porém não ao toque. Ao olhar. Ao dizer baixo no ouvido o quanto te ama.
É, tá vendo aí? Eu tô um saco. Porque eu só tenho pensado nisso, mesmo com os quilos prensados de problemas que eu tenho a resolver todo santo dia, e mesmo tendo que me concentrar em outros assuntos. Droga de vida. Maravilhosa vida.
Por favor... me dá um tapão nessa cabeça oca pra ver se o saquinho de lágrimas que fica dentro de mim estoura de vez e seca? Porque não é possível que eu produza tantas assim.
Então, eu escrevo litros de textos que se forem torcidos, derramam melado, ou algo tão doce quanto, e tenho medo disso tudo enjoar. Descobri que esse medo é até sadio, e que não pode me travar a escrita, porque "afinal, escrever não é romancear os sentimentos"? É, amigo. É muito mais que isso, eu acho.
E talvez eu tenha descoberto que colcoar em linhas meio tortas e bambas o que se sente - isso sim, seguro e confiante - é de certa maneira uma forma de abrir mais uma porta para o outro entrar e sentar-se mais perto daquilo que vc possui de mais precioso no peito e não, eu não falo de mamilos, falo de algo maior e tão sensível quanto, porém não ao toque. Ao olhar. Ao dizer baixo no ouvido o quanto te ama.
É, tá vendo aí? Eu tô um saco. Porque eu só tenho pensado nisso, mesmo com os quilos prensados de problemas que eu tenho a resolver todo santo dia, e mesmo tendo que me concentrar em outros assuntos. Droga de vida. Maravilhosa vida.
Por favor... me dá um tapão nessa cabeça oca pra ver se o saquinho de lágrimas que fica dentro de mim estoura de vez e seca? Porque não é possível que eu produza tantas assim.
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