19.6.13

a toast to shitty coices!

27.3.13

Adeus


Eu sei que é o que você quer, mas mesmo assim, tudo que eu tenho é “adeus”.

26.1.13

So Romantic

"A small part of me, even after this time
Has never stoped waiting for you
To live in this state of hoping
When hoping seems so utterly mad
I can't help but consider that so romantic
Though I know I should consider it sad"

24.3.12

Infatuation


Prefiro seu olhar ao cheiro do café ou ao barulho da chuva. Prefiro meu olhar no seu, seu olhar no meu. Prefiro te ver a ter que fazer qualquer outra coisa se o mundo acaba quando você senta no meu colo, me olha, me beija e ri da minha cara amarrotada.
Adoro nosso silêncio quando paramos pra escutar os pássaros. Nosso silêncio quando escutamos a chuva, nossa cumplicidade.
Rio quando você esconde seu rosto no meu braço com um misto de medo e admiração dos raios e trovões. E me olha, sorri e acende o cigarro.
Encostada em mim, você dorme suave. Me pego perdido pensando que não seio que sinto e chego à inevitável conclusão que penso demais.

21.3.12

Encontro


Então os dois pararam naquela pequena rua. A vontade das mãos que se procuravam. Os olhos perdidos na imensidão dos olhares que se buscavam. A eletricidade dos corpos que se queriam tanto. A chuva que mais trazia a vontade do abraço. Os lábios calados. Os olhares que se encontraram. O receio. O tremor. O carinho. O polegar que de leve passou pela bochecha. Os olhos fechados, o gostar, quer. O toque dos lábios na pele, as mãos no rosto, os lábios nos lábios. O cheiro, o gosto. Mais uma vez os olhos se encontraram e agora as mãos se deram, os dedos se entrelaçaram, os braços envolviam o corpo, as respirações descompassaram. Se apertavam, se desejavam, se queriam, se sentiam. De que importa a chuva, o frio, a rua deserta?

Se encontraram. 

20.12.11

Time to Say Goodbye...


Talvez se passe uma vida sem saber o que se passa consigo. Talvez se passe uma vida sabendo demais. Talvez se passe uma eternidade entre saber e não querer saber. Talvez.
Mas uma hora se chega à derradeira conclusão de que é chegada a hora de se dizer adeus a tudo que se viveu antes. De se desprender, se jogar em outra realidade, outro tempo, na mesma vida com pessoas diferentes. O medo que eu tinha de te encontrar continua o mesmo, guardado pra um momento em que não sejamos os mesmos, em que não sejamos diferentes, em que possamos ser quem somos sem máscaras e sem medos, sem dependências.
Mas não. A hora que se aproxima é a hora que, por mais que me doa, é quando preciso dizer adeus. A você, a esperança que sempre alimentei – e na verdade nem sei bem o porquê – de que pudéssemos pelo menos dizer adeus um ao outro. O “tchau, se cuida” que, pelo menos eu, sempre senti falta, senti vazio.
Agora eu posso dizer que posso viver. Posso achar que não fomos um erro que não pude corrigir. Que mais que tivéssemos sido meu erro, fomos nosso erro.
Agora posso finalmente enveredar pelos meus próprios becos, sabendo que consegui ME perdoar pelo que nunca causei sozinho.

11.12.11

Helplessly Hoping

Helplessely hoping her harlequin hovers nearby
Awaiting a word
Gasping at glimpses of true spirit
He runs, wishing he could fly
Only to trip at the sound of goodbye
Wordlessly watching, he waits by the window
And wonders at the empty place inside
Heartlessly helping himself to her bad dreams
He worries, did he hear a goodbye?
Or even hello?

They are one person
They are two alone
They are three together
They are four for each other

Stand by the stairways, you'll see something
Certain to tell you confusion has its cost
Love isn't lying, its loose in a lady
Who lingers, saying she is lost
And chocking on hello

13.11.11

Love is wild in her I confuse her love with the sea...

6.9.11

Que eu te dava um puta beijo na boca só pra gente não ficar sem ter o que falar! Bom... nem é SÓ por isso, mas serve como uma boa desculpa pra te dar um beijo!

3.9.11

Loco

Um dia, em sonho, estava em Buenos Aires. Logo ali em Arenlanes. Fiquei ali esperando que um louco aparecesse, mas descobri que enlouqueci meu coração e também descobri que ser louco é ser só.
Mas que é tão bom ser louco!

20.8.11

Close your eyes...

Era um domingo como outro qualquer. As crianças corriam pela grama ainda molhada do orvalho, e você voltava da sua corrida. Eu não gosto dessas coisas de exercício...
Deitados na grama, as crianças longe, só nós. Coloco minha mão sobre seus olhos e você se agita:
- Porra! Mas o que é isso?
- Cala a boca e escuta!
Coloco os fones em você, aperto o “play” e deixo a música te dominar, te acalmar, te fazer sorrir. Agora que eu sei que você tá relaxada, tiro um dos fones do seu ouvido e te digo baixinho:
- Eu te amo...

http://www.youtube.com/watch?v=GlEdd3HKVcU

9.7.11

Da série "Diálogos Insanos"

Entreouvido numa loja de artesanato em Santa Teresa:
Moça: Você te vinte pratas aí? Em casa eu te dou.
Moço: Melhor me dar em casa do que aqui na frente de todo mundo, né?
Vendedora: (gargalhadas)
Moça: (gargalhadas)
Moço: (fingindo olhar os CDs fazendo aquela cara de absolutamente nada)
Moça: Tá vendo, vendedora? Quase 15 anos de amizade! O pior é que nem em casa eu dou pra ele!
Moço: Eu tento, né?
Vendedora: Claro! O importante é não desistir!
MOço: (olhando um panfleto em cima da mesa da vendedora) Gente, a gente fica aqui falando de dar aqui, dar ali e tal, eu olho pra uma coisa que tá escrito "suba santa" e eu li "suruba santa". Melhor eu ir comer...

14.5.11

Chapéus

Então os dias se tornaram noites, as noites se tornaram dias, os dias se tornaram dias e as noites se tornaram noites.
Antes disso, antes que o tempo se fizesse tempo, nossos chapéus ficaram sobre o sofá e antes disso ficaram sobre o teclado e antes disso ficaram sobre nossas cabeças.
Parece tão banal, mas foi tão lindo...

12.4.11

Aqui, ali, ontem e agora

Em verdade, sempre tive muita dificuldade em começar a escrever. As coisas acabam se amenizando depois de um árduo começo. Não que cheguem a ficar boas, mas... A gente faz o que pode.
Sempre fui avesso a essas coisas de escrever diários, mas tenho passado por coisas muito intensas e chega uma hora em que, pra mim, não adianta conversar com as pessoas, preciso escrever visceral, ardida e apaixonadamente como tudo que sempre fiz e faço.
Cheguei, como todos chegam, ao ponto em que as perguntas – todas – ficam aqui rodopiando. Sempre gostei mais das perguntas do que das respostas e isso foi uma coisa que me acertou como uma bela porrada na cara. Quem em sã consciência gosta mais dos mistérios do que do descobrimento? Loucos! Juntemo-nos! De modo que possamos rir das expressões incrédulas dos caretas! Que possamos correr pelas ruas, gritando nossos amores tristes, nossas alegrias radiantes, nossas paixões infinitas, nossos ilusões super-esporte!
Volto às perguntas, pois tenho me questionado muito, recentemente. Venho tentando me entender, entender processos, sentimentos, reações. Na verdade, venho questionando começos e fins, términos e voltas, esperanças e desesperos. Onde fica nosso destino? Estamos fadados a uma busca inútil, porém, talvez fértil de nós mesmos? Talvez a fertilidade da busca nos faça amadurecer de modo que nos busquemos mais e mais e mais e nos achemos tão interessantes que não tenhamos mais espaço para outros. Serão os outros realmente companheiros nessa viagem em busca de mim? Se sim, então não passam de meros coadjuvantes. Se sou tão interessante a ponto de não precisar de ninguém, então porque busco outros e outras? Se sou incompleto, quem vai me completar? Será que completo ou completei alguém? Talvez sejamos somente esse imenso nada recheado de questões dentro desse jarro de carne e ossos que nos permeia pelas questões tão básicas e que, mesmo assim, continuam sem resposta.
Existe um fato: ninguém muda. As pessoas são quem são, as coisas são o que são e ao mesmo tempo não somos ninguém e nada é. Então que diabos é essa dicotomia toda? De onde criamos isso?
Saio da varanda, vou até o banco no jardim, sento e fumo. Vejo a fumaça desaparecer no vento e aproveito pra olhar as estrelas. Não consigo evitar certa vergonha de me questionar tanto enquanto tantas coisas maiores têm problemas maiores. As estrelas têm que se preocupar com seu próprio campo gravitacional de modo que não atraiam outras estrelas porque se isso acontecesse, seria definitivamente o fim. E eu aqui me preocupando com o curso dos meus pensamentos... Triste epitáfio de um ser tão ínfimo. Na lápide desse ser, lia-se: “Morreu pensando que se pudesse comparar seus problemas com os das estrelas. Coitado - riram-se elas.” Esqueço minhas preocupações por um momento e rio da minha própria besteira.
E então, as coisas continuam as mesmas na terceira pedra a partir do sol. As dúvidas continuam, as manias de grandeza também. Mas as respostas estão logo ali, “over the rainbow” e o pote de ouro no fim dele fica ali em Santa Teresa. É onde fui e sou feliz. É onde me encontro comigo, onde sinto todas as dores, delícias e dúvidas de ser quem sou. Onde me recolho e me espalho, onde posso mudar ou permanecer, onde posso ser dicotômico. Mesmo que distante. Mesmo que uma ilha.
Cada um com seus defeitos, cada um com seus problemas (grandes, enormes ou pequenos)¸cada um com suas idiossincrasias, cada um com seus limites, cada um com seu cada qual, cada louco com seu livro. Somos tão diferentes e tão iguais que as mesmas coisas que me atraem, me repelem e nesse abismo entre mim e eu mesmo, me completo. Mesmo que sozinho.
Ao fim e ao cabo, somos todos companheiros, passageiros e tripulantes do mesmo barco. Uns desembarcam antes, outros seguem rio abaixo comigo. Mesmo que eu queria continuar junto, mesmo que os dois queiram, em algum momento o fim há de chegar. E não se engane, companheiro. Ele chega. Às vezes silencioso como uma brisa, outras esporrento como uma coisa bem esporrenta que não consigo pensar agora.
Amar, odiar, não amar, amar mais ou menos, esconder, aparecer. Isto posto, nos resta o que nos é imperativo: precisamos de atenção, de amor, carinho, afeição. Podemos ser corajosos, querer que tudo dê certo, tenta mudar PRA que tudo dê certo. Ou podemos não fazer absolutamente nada e ainda assim nos sentirmos heróis. Uma coisa como “ A balada do anti-herói”. Talvez seja melhor ser o anti-herói. Afinal, quem não faz nada, não erra e quem não erra, não leva bronca do chefe.
Nos demais, o tempo se encarrega de nos mudar. Quanto mais velho ficamos, quanto mais próximos do fim, mais nos damos conta de que o que parecia tão importante, não é mais e que passamos tanto tempo pelejando contra mudanças que poderíamos ter feito tão entes e de forma tão menos dolorosa.

18.1.11

Riquixá (Pousse-Pousse)

Nuits blanches, lunette grises
Matisse, je m’émerveille
Une femme um diamant à l’aise
On n’a pás de nouvelles
Matin d’une toile douce
Désormais je l’apelle
La pareses éternelle
Je rêve dans mom pousse-pousse

Jê pars seule em silience
Mes souvenir mise em sène
Rapport d’une seule nuit
La vie dans une semaine
À peine un jour partout
Tes yeux d’un coup dans la Seine
Le souffle d’une mauvaise reine

5.1.11

You Don't Know What Love Is

You don't know what love is
‘Til you’ve learned the meaning of the blues
Until you’ve loved a love you've had to lose
You don't know what love is
You don't know how lips hurt
Until you've kissed and had to pay the cost
Until you've flipped your heart and you have lost
You don't know what love is
Do you know how lost I've been
At the thought of reminiscing
And how lips that taste of tears
Lose their taste for kissing
You don't know how hearts burn
For love that cannot live yet never dies
Until you've faced each dawn with sleepless eyes
You don't know what love is
You don't know how hearts burn
For love that cannot live yet never dies
Until you've faced each dawn with sleepless eyes
You don't know what love is
What Love Is

28.12.10

Nosso tempo

O que somos nós senão o sol que brinca nas ondas, que bate nas pedras, que se desfaz e se assenta na praia, e é levada pelo vento? Pra onde fomos então? Onde estamos senão em nós? Se nos encontramos na mesma praia ou em algum outro lugar, mas ao mesmo tempo se o mundo, o universo, e os deuses perceberam quando nossos olhares se encontraram, então como fugir? Como se esconder? Se nos descobrimos e nos escondemos em nossos peitos, como separar a unidade? E ainda assim, como podemos evitar nos separar se o vento continua nos levando? Mas se nos (re)encontramos, então talvez o vento, a praia, as ondas e o sol assim o queiram. E assim será porque antes que vento, sol, mar e praia tenham querido assim quisemos nós

18.12.10

Minuano

Day comes slowly - absorbing the darknesses softly.
Night leaves gently - her beauty is spent, and she rises.
I step into the lightness - I hear you.
You're calling me out of my sadness.
Your flowering wonders are calling me home.

Darkness lingers - but always surrenders to loving.
Darkest midnight - is swallowed in oceans of laughter.
I follow into lightness - I hear you.
You're calling me out of my sadness.
Your flowering wonders are calling me home.

Dancing along a dawn that leads to you -
Singing a song that blossoms in a fugue as morning settles on
Dreaming into a sky of brilliant blue -
Noticing clouds are whispering that you will dance with me very soon

Already been as high as Kathmandu -
`Willing to go as far as Timbuktu
Nowhere's too far away - I may catch up with you today -
maybe today will finally be the day

Flying along a dawn that leads to you -
Singing a song that makes itself anew - a music magic wand
Reaching into a sky of brilliant blue -
eagles are calling out to say the you will dance me very soon

Already been as high as Kathmandu -
Willing to go as far a Timbuktu
Nowhere's too far away - I may catch up with you today -
maybe today we'll make our getaway!
Like light from the stars made ten thousand years ago - comes love, like a gift of sight
Growing stronger every moment on the way home
(Kurt Elling)

12.12.10

Acordormindo

O lento acordar se dissipa quando a casa se enche de música e o cheiro do café. Ainda dormindo você se mexe, muda de posição tentando permanecer no perene sono que te abraça, acolhe, serena. Saio do quarto e boto minha cara pra fora da janela onde os pássaros fazem a algazarra de sempre subindo, descendo, voando, brigando, mas ainda assim enfeitando a moldura do quadro que se pinta do lado de fora.
Saio pela rua flutuando no caminho que me leva até seus sonhos, corro até chegar a seus braços, me afogo no oceano dos seus carinhos, sonho seus sonhos, fico bêbado da sua risada. Mergulho, fujo, volto à tona, retorno, te vejo e mesmo longe, volto pra te encontrar.
Preguiçosa, você acorda ao som da música. Seus braços me apertam enquanto lavo a louça da nossa farra de ontem. Seu beijo no meu pescoço me arrepia, me viro, te abraço de volta. Ficamos ali abraçados na cozinha, dançamos sem sair do lugar ao som que nos preenche, nossos olhos se encontram, se cumprimentam e tristemente se despedem mesmo sabendo que o amanhã é nosso, que podemos tudo, que nos queremos, nos amamos.
Te acompanhar até seu carro sempre foi doloroso. De uma certa forma, é como se eu nunca mais fosse te ver. Seu aceno pela janela me corta o coração. Viro as costas e volto para onde a música me preenche de novo. Nosso lugar. Deito e sonho acordado com o dia em que não teremos mais que nos despedir, onde não há separação seja de corpos ou de almas, onde seremos quem somos, quem queremos ser, quem devemos ser.

26.11.10

Embala Eu

Embala eu, embala eu
Menininha do Gantois
Embala pra lá, embala pra cá
Menininha do Gantois

Oh, dá-me a sua benção
Menininha do Gantois
Livrai-me dos inimigos
Menininha do Gantois

Dá-me a sua proteção
Menininha do Gantois
Guiai os meus passos por onde eu caminhar
Vira os olhos grandes de cima de mim
Pras ondas do mar

Arquivo do blog

Free counter and web stats