DESCOBRI QUEeu sou uma pessoa muito mais suscetível a sonhos do que eu imaginava; que acordo e sinto tão ou mais forte do que estava acontecendo em minha mente, e sinto cheiro, gosto, dor, quente e frio, uma loucura.
Tento entender, mas não consigo. Não vejo sentido em muitas coisas, nada encaixa ou tem coesão, mas por vezes acontecem coisas que têm todo um porquê, toda uma justificativa pra acontecer.
Essa noite eu sonhei com um neném. A minha filha, uma menina, que eu quero tanto ter um dia. Ela era assim, de uma pele branca e um cabelo negro lindo, olhos eu não podia ver, porque acabava de nascer de mim e portanto ainda não tinha força para mostrar-me a íris. Nascia em casa; eu não sentia dor alguma, e ele a pegava no colo e sussurrava algo; ela ficava quietinha ouvindo, um momento mágico dos deuses.
Não vem ao caso relatar por que isso mexeu tanto comigo; basta dizer que a minha sensibilidade para crianças me espanta e, embora eu estivesse muito feliz lá, naquele sonho que eu não queria que acabasse, acordei com um vazio imenso no peito e um medo de nunca mais poder realizar a cena. E nem o sonho.
..:: Porra, essa pílula tá acabando comigo. Olha como eu tô fresca?????
14.8.03
13.8.03
11.8.03
PEDIDO PÚBLICO DE DESCULPAS E UM POUCO DE AUTO ANÁLISE:
Desculpe mesmo! Apesar de conhecer a grande maioria das regras de etiqueta e, consequentemente, saber que não deve falar mal dos amigos alheios, eu continuo fazendo esse tipo de burrada!
É claro que você tentou defender. Se você falasse mal da Pedrita, eu faria a mesma coisa!
A verdade é que eu estou ficando velho, rabugento, mal humorado e ranzinza! Tem jeito não! Se alguém aí já viu aquele seriado que passa na TV a cabo "Becker", aquele personagem foi inspirado em mim!
Tem uma outra coisa também: há tempos que eu venho planejando fazer alguma coisa bacana pra você e pro seu namorado lá na minha casa. Achei que no próximo fim de semana eu ia poder juntar o fato de ele estar aqui e de ter a casa vazia.
Paciência.... Sabe quem perde com isso? Eu.
Desculpe mesmo! Apesar de conhecer a grande maioria das regras de etiqueta e, consequentemente, saber que não deve falar mal dos amigos alheios, eu continuo fazendo esse tipo de burrada!
É claro que você tentou defender. Se você falasse mal da Pedrita, eu faria a mesma coisa!
A verdade é que eu estou ficando velho, rabugento, mal humorado e ranzinza! Tem jeito não! Se alguém aí já viu aquele seriado que passa na TV a cabo "Becker", aquele personagem foi inspirado em mim!
Tem uma outra coisa também: há tempos que eu venho planejando fazer alguma coisa bacana pra você e pro seu namorado lá na minha casa. Achei que no próximo fim de semana eu ia poder juntar o fato de ele estar aqui e de ter a casa vazia.
Paciência.... Sabe quem perde com isso? Eu.
Descobri que eu sou uma adolescente pró-romântica-melosa-babona-cor-de-rosa, daquelas que desenham coração em porta de banheiro público, porque algo de errado eu tenho de fazer. E com flecha, nome Fulana e Beltrano, essas coisas bregas e piegas e maravilhosas que nos assolam em certos momentos da vida.
Então, eu escrevo litros de textos que se forem torcidos, derramam melado, ou algo tão doce quanto, e tenho medo disso tudo enjoar. Descobri que esse medo é até sadio, e que não pode me travar a escrita, porque "afinal, escrever não é romancear os sentimentos"? É, amigo. É muito mais que isso, eu acho.
E talvez eu tenha descoberto que colcoar em linhas meio tortas e bambas o que se sente - isso sim, seguro e confiante - é de certa maneira uma forma de abrir mais uma porta para o outro entrar e sentar-se mais perto daquilo que vc possui de mais precioso no peito e não, eu não falo de mamilos, falo de algo maior e tão sensível quanto, porém não ao toque. Ao olhar. Ao dizer baixo no ouvido o quanto te ama.
É, tá vendo aí? Eu tô um saco. Porque eu só tenho pensado nisso, mesmo com os quilos prensados de problemas que eu tenho a resolver todo santo dia, e mesmo tendo que me concentrar em outros assuntos. Droga de vida. Maravilhosa vida.
Por favor... me dá um tapão nessa cabeça oca pra ver se o saquinho de lágrimas que fica dentro de mim estoura de vez e seca? Porque não é possível que eu produza tantas assim.
Então, eu escrevo litros de textos que se forem torcidos, derramam melado, ou algo tão doce quanto, e tenho medo disso tudo enjoar. Descobri que esse medo é até sadio, e que não pode me travar a escrita, porque "afinal, escrever não é romancear os sentimentos"? É, amigo. É muito mais que isso, eu acho.
E talvez eu tenha descoberto que colcoar em linhas meio tortas e bambas o que se sente - isso sim, seguro e confiante - é de certa maneira uma forma de abrir mais uma porta para o outro entrar e sentar-se mais perto daquilo que vc possui de mais precioso no peito e não, eu não falo de mamilos, falo de algo maior e tão sensível quanto, porém não ao toque. Ao olhar. Ao dizer baixo no ouvido o quanto te ama.
É, tá vendo aí? Eu tô um saco. Porque eu só tenho pensado nisso, mesmo com os quilos prensados de problemas que eu tenho a resolver todo santo dia, e mesmo tendo que me concentrar em outros assuntos. Droga de vida. Maravilhosa vida.
Por favor... me dá um tapão nessa cabeça oca pra ver se o saquinho de lágrimas que fica dentro de mim estoura de vez e seca? Porque não é possível que eu produza tantas assim.
8.8.03
Ai, ai...
Esses dias eu comentava com uma amiga e acabei comentando com outra amiga que só de pensar em sair com alguém me causa uma vontade incontrolável de ficar em casa.
Explico: não é que eu queira me tornar um eremita, sabe? É só que só de pensar em todo o investimento emocional que se faz, todas as promessas, todos os planos ... pode acontecer de nada dar certo. Isso faz parte, é claro. Mas eu estou um pouco escaldado por enquanto. E não me entendam mal! Eu não sou rancoroso e guardo na memória, só as coisas boas dos meus relacionamentos.
"modo flash back on" ou "modo good times 98 on"
Cena: Sujeito magro, razoavelmente alto escolhe um CD em uma das gôndolas de uma grande loja de CD's. Levanta a cabeça e avista uma moça não necessariamente bonita mas com um charme hipnotizante ao se mover, ajeitar o cabelo atrás da orelha e estar absorta na escolha do CD.
Nosso protagonista olha e se sente atraído por sua beleza da mocinha que está duas gôndolas depois da que ele se encontra. Em um átimo de segundo ele pensa: "quais CD's tem ali naquela gôndola? Hmmm... jazz com as letras 'C' e 'D'! Droga! Não dá pra ver o que ela está escolhendo! Tenho que chegar mais perto..."
O rapaz muda de gôndola o que faz com que a próxima, seja a gôndola em que ela estava correndo os olhos pelas lombadas dos CD's. Ele tenta inutilmente ver o que ela está escolhendo, desiste e vai até a gôndola onde ela estava. Parado ao lado dela e fingindo escolher um CD, ele percebe que ela além de atraente, é muito cheirosa. Não cheira àqueles perfumes femininos tão adocicados que causam náuseas. Seu perfume era discreto porém marcante.
Por obra do acaso, os dois esticam a mão para pegar o mesmo CD ao mesmo tempo. Meio envergonhado e meio divertido ele a olha nos olhos e pede desculpas com um meio sorriso nos lábios. Sentiu a temperatura do rosto aumentar bruscamente quando suas bochechas coraram. Baixou o rosto com um pouco de vergonha. Ela retribui o sorriso e diz que não foi nada. Muito gentil, ele pega o CD e entrega a ela que agradece meio desconcertada com a situação. Ela olha para os olhos dele e, finalmente, ele acha que a partir daí, ele pode ter uma chance.
Ele pensava constantemente que não era um sujeito bonitão do tipo que chama atenção na rua mas sabia que tinha um belo par de olhos e que seu olhar poderia hipnotizar. Era sincero e ao mesmo tempo escondia alguma coisa. Pelo menos ele pensava assim.
Enquanto ela olhava as músicas do CD ele se encheu de coragem e disparou:
- É pra você o CD?
- Mais ou menos.
- Desculpe perguntar mas é tão raro ver mulheres comprando CD's de jazz para si próprias...
Continuavam se olhando e ela percebeu que não conseguia desviar o olhar. Ele não percebeu isso e continuou:
- Principalmente bee-bop! Sempre tive em mente que mulheres preferissem sons menos dissonantes. Tipo Chet Baker ou algum outro compositor mais melódico.
- E você não está errado. Esse é para o...
"Pronto! É pro namorado!"
- ... meu pai! É aniversário dele!
"Ufa"
- Quer ajuda pra escolher?
- Imagina! Não quero atrapalhar a sua escolha.
- Não atrapalha não! Até ajuda! Quer?
- Quero.
então ele se dedicou a ajudá-la. A cada CD que ele sugeria, ele olhava fixamente para os olhos dela e reparava como ela era bonita e ... simétrica! Não era daquelas que tinha muito de uma coisa e nada de outra. Tinha uma beleza pouco comum.
O dia estava frio e meio chuvoso e ela usava uma saia longa, cinza que cobria o cano das botas pretas. A jaqueta de couro sobre uma camiseta branca e uma boina cinza na cabeça que deixava alguns cachos dos seus negros cabelos escaparem pelo lado e muitas vezes ficar sobre suas orelhas. O que fazia com que ela repetisse o gesto tão banal de prender o cabelo atrás das orelhas mas que ele achva chamosíssimo.
Ele reparou que apesar das roupas de cores escuras a beleza dela ainda brilhava. A pele clara, os olhos amendoados, os dentes muito brancos e perfeitos. Talvez ele tenha se apaixonado mas lutou contra esse pensamento pois não se achava pronto ainda.
Em dado momento ele reparou que havia um quarteto no canto da loja e que uma jam iria começar. Respirou fundo, se encheu de coragem e...
- Olha... eu possivelmente não deveria dizer isso mas acredite ou não, há muito tempo eu não o faço ! Eu estou encantado por você! Umas duas vezes eu me peguei querendo desviar os olhos dos seus mas não consegui. Eu queria muito te conhecer melhor. Será que você não beberia um refrigerante ou uma cerveja comigo ali no bar? Tem um quartetozinho ali e parece que eles vão começar daqui a pouco.
- Claro! Achei ótima a idéia e gostei da sua sinceridade!
Os dois escolheram uma mesa, sentaram-se e pediram seus drinks. Ela pediu uma dose de conhaque pois estava com frio. Ele, com um pouco de frio também, pediu um screwdriver.
De repente ele foi atingido por um piano em pleno descampado.
"O que é exatamente que eu estou fazendo aqui? Contando a história da minha vida pra uma mulher que eu conheci há pouco tempo como se daqui fosse sair alguma coisa!"
Ficou um pouco triste ao descobrir que sentia falta da estabilidade de um relacionamento. Da troca de confidências, da confiança em outra pessoa e dessa pessoa em você. Ma descobriu também que talvez não estivesse pronto. Não agora.
Tudo que ele temia passou pela sua cabeça como um filme. "E se eu não causar uma boa impressão?" "E se eu me apaixonar e ela não?" "E se ela se apaixonar e eu não?" "Peço o telefone dela? Se eu não pedir pode parecer que eu não estou interessado mas, por outro lado... ela pode achar que eu me interessei demais e me dar o número errado...."
Enquanto ele falava, contando os livros que leu, os filmes que adora e as músicas que venera, ela se inclinava para frente e apoiava o queixo sobre as mãos entrelaçadas. Seus olhos brilhavam mas ainda assim, as aflições dele não permitiam que ele percebesse isso.
Mais uma vez ele se encheu de coragem e disse olhando para o relógio:
- Nossa olha a hora!
- É o tempo passou e eu nem notei!
- Adorei o papo contigo! Você vai me achar abusado se eu te pedir seu telefone e te ligar no fim de semana para um replay disso?
- Claro que não!! ... Toma aqui! Mas é pra ligar, tá?
- Vou ligar sim! Que tal na sexta?
- Considerando que hoje é quarta... sexta está ótimo! Mas liga mesmo!
"Merda! Ela tá insistindo demais! Esse número é errado com toda a certeza"
- Ok! Então... até sexta!
Se despediram com dois beijinhos no rosto e ele, tão convencido de que daquele mato não ia sair coelho, não se deu ao trabalho de acompanhar a saída dela perdendo a olhadela que ela deu para ele antes de sair da loja. Mas o mais marcante é que ele não acreditou quando na quinta feira às oito da manhã o telefone tocou e ele despertou com a voz doce dela dizendo que não agüentaria esperar até sexta...
Esses dias eu comentava com uma amiga e acabei comentando com outra amiga que só de pensar em sair com alguém me causa uma vontade incontrolável de ficar em casa.
Explico: não é que eu queira me tornar um eremita, sabe? É só que só de pensar em todo o investimento emocional que se faz, todas as promessas, todos os planos ... pode acontecer de nada dar certo. Isso faz parte, é claro. Mas eu estou um pouco escaldado por enquanto. E não me entendam mal! Eu não sou rancoroso e guardo na memória, só as coisas boas dos meus relacionamentos.
"modo flash back on" ou "modo good times 98 on"
Cena: Sujeito magro, razoavelmente alto escolhe um CD em uma das gôndolas de uma grande loja de CD's. Levanta a cabeça e avista uma moça não necessariamente bonita mas com um charme hipnotizante ao se mover, ajeitar o cabelo atrás da orelha e estar absorta na escolha do CD.
Nosso protagonista olha e se sente atraído por sua beleza da mocinha que está duas gôndolas depois da que ele se encontra. Em um átimo de segundo ele pensa: "quais CD's tem ali naquela gôndola? Hmmm... jazz com as letras 'C' e 'D'! Droga! Não dá pra ver o que ela está escolhendo! Tenho que chegar mais perto..."
O rapaz muda de gôndola o que faz com que a próxima, seja a gôndola em que ela estava correndo os olhos pelas lombadas dos CD's. Ele tenta inutilmente ver o que ela está escolhendo, desiste e vai até a gôndola onde ela estava. Parado ao lado dela e fingindo escolher um CD, ele percebe que ela além de atraente, é muito cheirosa. Não cheira àqueles perfumes femininos tão adocicados que causam náuseas. Seu perfume era discreto porém marcante.
Por obra do acaso, os dois esticam a mão para pegar o mesmo CD ao mesmo tempo. Meio envergonhado e meio divertido ele a olha nos olhos e pede desculpas com um meio sorriso nos lábios. Sentiu a temperatura do rosto aumentar bruscamente quando suas bochechas coraram. Baixou o rosto com um pouco de vergonha. Ela retribui o sorriso e diz que não foi nada. Muito gentil, ele pega o CD e entrega a ela que agradece meio desconcertada com a situação. Ela olha para os olhos dele e, finalmente, ele acha que a partir daí, ele pode ter uma chance.
Ele pensava constantemente que não era um sujeito bonitão do tipo que chama atenção na rua mas sabia que tinha um belo par de olhos e que seu olhar poderia hipnotizar. Era sincero e ao mesmo tempo escondia alguma coisa. Pelo menos ele pensava assim.
Enquanto ela olhava as músicas do CD ele se encheu de coragem e disparou:
- É pra você o CD?
- Mais ou menos.
- Desculpe perguntar mas é tão raro ver mulheres comprando CD's de jazz para si próprias...
Continuavam se olhando e ela percebeu que não conseguia desviar o olhar. Ele não percebeu isso e continuou:
- Principalmente bee-bop! Sempre tive em mente que mulheres preferissem sons menos dissonantes. Tipo Chet Baker ou algum outro compositor mais melódico.
- E você não está errado. Esse é para o...
"Pronto! É pro namorado!"
- ... meu pai! É aniversário dele!
"Ufa"
- Quer ajuda pra escolher?
- Imagina! Não quero atrapalhar a sua escolha.
- Não atrapalha não! Até ajuda! Quer?
- Quero.
então ele se dedicou a ajudá-la. A cada CD que ele sugeria, ele olhava fixamente para os olhos dela e reparava como ela era bonita e ... simétrica! Não era daquelas que tinha muito de uma coisa e nada de outra. Tinha uma beleza pouco comum.
O dia estava frio e meio chuvoso e ela usava uma saia longa, cinza que cobria o cano das botas pretas. A jaqueta de couro sobre uma camiseta branca e uma boina cinza na cabeça que deixava alguns cachos dos seus negros cabelos escaparem pelo lado e muitas vezes ficar sobre suas orelhas. O que fazia com que ela repetisse o gesto tão banal de prender o cabelo atrás das orelhas mas que ele achva chamosíssimo.
Ele reparou que apesar das roupas de cores escuras a beleza dela ainda brilhava. A pele clara, os olhos amendoados, os dentes muito brancos e perfeitos. Talvez ele tenha se apaixonado mas lutou contra esse pensamento pois não se achava pronto ainda.
Em dado momento ele reparou que havia um quarteto no canto da loja e que uma jam iria começar. Respirou fundo, se encheu de coragem e...
- Olha... eu possivelmente não deveria dizer isso mas acredite ou não, há muito tempo eu não o faço ! Eu estou encantado por você! Umas duas vezes eu me peguei querendo desviar os olhos dos seus mas não consegui. Eu queria muito te conhecer melhor. Será que você não beberia um refrigerante ou uma cerveja comigo ali no bar? Tem um quartetozinho ali e parece que eles vão começar daqui a pouco.
- Claro! Achei ótima a idéia e gostei da sua sinceridade!
Os dois escolheram uma mesa, sentaram-se e pediram seus drinks. Ela pediu uma dose de conhaque pois estava com frio. Ele, com um pouco de frio também, pediu um screwdriver.
De repente ele foi atingido por um piano em pleno descampado.
"O que é exatamente que eu estou fazendo aqui? Contando a história da minha vida pra uma mulher que eu conheci há pouco tempo como se daqui fosse sair alguma coisa!"
Ficou um pouco triste ao descobrir que sentia falta da estabilidade de um relacionamento. Da troca de confidências, da confiança em outra pessoa e dessa pessoa em você. Ma descobriu também que talvez não estivesse pronto. Não agora.
Tudo que ele temia passou pela sua cabeça como um filme. "E se eu não causar uma boa impressão?" "E se eu me apaixonar e ela não?" "E se ela se apaixonar e eu não?" "Peço o telefone dela? Se eu não pedir pode parecer que eu não estou interessado mas, por outro lado... ela pode achar que eu me interessei demais e me dar o número errado...."
Enquanto ele falava, contando os livros que leu, os filmes que adora e as músicas que venera, ela se inclinava para frente e apoiava o queixo sobre as mãos entrelaçadas. Seus olhos brilhavam mas ainda assim, as aflições dele não permitiam que ele percebesse isso.
Mais uma vez ele se encheu de coragem e disse olhando para o relógio:
- Nossa olha a hora!
- É o tempo passou e eu nem notei!
- Adorei o papo contigo! Você vai me achar abusado se eu te pedir seu telefone e te ligar no fim de semana para um replay disso?
- Claro que não!! ... Toma aqui! Mas é pra ligar, tá?
- Vou ligar sim! Que tal na sexta?
- Considerando que hoje é quarta... sexta está ótimo! Mas liga mesmo!
"Merda! Ela tá insistindo demais! Esse número é errado com toda a certeza"
- Ok! Então... até sexta!
Se despediram com dois beijinhos no rosto e ele, tão convencido de que daquele mato não ia sair coelho, não se deu ao trabalho de acompanhar a saída dela perdendo a olhadela que ela deu para ele antes de sair da loja. Mas o mais marcante é que ele não acreditou quando na quinta feira às oito da manhã o telefone tocou e ele despertou com a voz doce dela dizendo que não agüentaria esperar até sexta...
4.8.03
Tinha entrado na primeira estação do metro e estranho o quão vazia estava. Olhou ao redor e viu umas poucas pessoas com ares um tanto ou quanto ranzinza mas se conformou que aquela era a expressão “normal” que se via nos rostos de quem transitava pelas ruas da cidade.
Enquanto esperava a composição achou que seria engraçado reparar se as pessoas tinham a “cara” da roupa que vestiam ou vice-versa. De fato a brincadeira estava divertida e ainda fazia com que a espera parecesse mais curta.
Viu uma moça bonita vestindo uma roupa bem simples: calça cáqui e uma camiseta também em tons pastéis. Combinavam com a pessoa sim. Porque não? Ela era bem bonitinha, usava óculos de gatinha (o que talvez não fosse condizente comas suas roupas ou estilo de ser) e os cabelos castanhos que lhe batiam no ombro, estavam comportadamente escovados e brilhosos.
Mas o mais curioso da viagem aconteceu quando já estava sentado e o trem já havia andado umas três ou quatro estações.
um senhor já bem velhinho entrou no trem trajando um elegante terno cinza de risca de giz. As listras eram bem suaves e ele achou que talvez não tivesse reparado nelas se o velhinho não estivesse realmente elegante.
- Possivelmente vai resolver alguma coisa importante. Deve ser seu melhor terno. – Pensou nisso distraidamente enquanto checava, pela enésima vez, se os papeis estavam dentro da pasta e se ficaria nervoso na hora do encontro com o cliente.
Tudo checado, tudo em cima, voltou a reparar no velhinho. Com isso, reparou também que algumas pessoas olhavam para ele e se divertiam. Riam veladamente e algumas faziam força para prender o riso. Achou aquilo uma afronta e resolveu averiguar o porque da chacota.
Levantou-se e ofereceu seu lugar para o velhinho elegante. O velhinho agradeceu muito educadamente mas ainda assim, pareceu um pouco incomodado com a minha atitude.
Por estarem um pouco distantes, o velhinho teve que andar uns três passos para chegar até o assento vazio. Nesse meio tempo, pode perceber que havia um mafuá de fita adesiva presa na sola do sapato do velhinho. Tanta fita fez aquilo parecer um laço de fita grotesco e sem a graça brilhante das fitas que embrulham nossos presentes.
Ao ver que esse era o motivo das risadas alheias pensou numa forma de retirar o falso e esdrúxulo laço de fita ou de avisar ao velhinho. Diante da elegância do mesmo achou por bem tirar o ridículo enfeite sem fazer alarde.
Com um movimento de quadril conseguiu passar para o lado do velhinho onde estava o infame bolo de fita. Pisou firmemente sobre um pedaço de fita e viu que a mesma desgrudara do pé do velhinho.
Distraidamente pensou – Sapatos bem engraxados! Não merecem isso! – Ficou em pé de modo que veria o velhinho a todo tempo. Quando percebeu que a estação do senhor tinha chegado, ficou observando até que as portas se fecharam com um apito estridente.
O velhinho saiu do trem, ajeitou a gravada e o colete, empertigou-se e foi andando resolver o quer que fosse.
E ele ali. Ainda se sentindo bem. Olhou ao redor e se sentiu melhor ainda por perceber que ninguém reparou no que fizera e esse, foi sua grande recompensa.
Enquanto esperava a composição achou que seria engraçado reparar se as pessoas tinham a “cara” da roupa que vestiam ou vice-versa. De fato a brincadeira estava divertida e ainda fazia com que a espera parecesse mais curta.
Viu uma moça bonita vestindo uma roupa bem simples: calça cáqui e uma camiseta também em tons pastéis. Combinavam com a pessoa sim. Porque não? Ela era bem bonitinha, usava óculos de gatinha (o que talvez não fosse condizente comas suas roupas ou estilo de ser) e os cabelos castanhos que lhe batiam no ombro, estavam comportadamente escovados e brilhosos.
Mas o mais curioso da viagem aconteceu quando já estava sentado e o trem já havia andado umas três ou quatro estações.
um senhor já bem velhinho entrou no trem trajando um elegante terno cinza de risca de giz. As listras eram bem suaves e ele achou que talvez não tivesse reparado nelas se o velhinho não estivesse realmente elegante.
- Possivelmente vai resolver alguma coisa importante. Deve ser seu melhor terno. – Pensou nisso distraidamente enquanto checava, pela enésima vez, se os papeis estavam dentro da pasta e se ficaria nervoso na hora do encontro com o cliente.
Tudo checado, tudo em cima, voltou a reparar no velhinho. Com isso, reparou também que algumas pessoas olhavam para ele e se divertiam. Riam veladamente e algumas faziam força para prender o riso. Achou aquilo uma afronta e resolveu averiguar o porque da chacota.
Levantou-se e ofereceu seu lugar para o velhinho elegante. O velhinho agradeceu muito educadamente mas ainda assim, pareceu um pouco incomodado com a minha atitude.
Por estarem um pouco distantes, o velhinho teve que andar uns três passos para chegar até o assento vazio. Nesse meio tempo, pode perceber que havia um mafuá de fita adesiva presa na sola do sapato do velhinho. Tanta fita fez aquilo parecer um laço de fita grotesco e sem a graça brilhante das fitas que embrulham nossos presentes.
Ao ver que esse era o motivo das risadas alheias pensou numa forma de retirar o falso e esdrúxulo laço de fita ou de avisar ao velhinho. Diante da elegância do mesmo achou por bem tirar o ridículo enfeite sem fazer alarde.
Com um movimento de quadril conseguiu passar para o lado do velhinho onde estava o infame bolo de fita. Pisou firmemente sobre um pedaço de fita e viu que a mesma desgrudara do pé do velhinho.
Distraidamente pensou – Sapatos bem engraxados! Não merecem isso! – Ficou em pé de modo que veria o velhinho a todo tempo. Quando percebeu que a estação do senhor tinha chegado, ficou observando até que as portas se fecharam com um apito estridente.
O velhinho saiu do trem, ajeitou a gravada e o colete, empertigou-se e foi andando resolver o quer que fosse.
E ele ali. Ainda se sentindo bem. Olhou ao redor e se sentiu melhor ainda por perceber que ninguém reparou no que fizera e esse, foi sua grande recompensa.
31.7.03
Já que virou bagunça vamos bagunçar!
Só tem um problema: EU NÃO SOU BAGUNCEIRO!!!! Fui quando era criança mas eu consegui absorver quase todas as manias-de-limpeza-que-beiram-a-paranóia de mamãe e, de vez em quando, me pego consertando o posicionamento dum objeto qualquer por não estar formando angulos retos com o móvel que o sustenta.
Juro que estou fazendo o possível para me tornar um pouco mais relapso ou socialmente relaxado.
Hoje de manhã, sentado no troninho, li que no estado do Rio de Janeiro, a extração de petróleo e exploração do gás natural rende royalties. Esses royalties são convertidos em verbas para a FECAM (Fundo Estadual de Conservação Ambiental), por exemplo.
Na mesma matéria, Paulo Gramado diz que a nossa prezada governadora Rosângela Matheus (sim porque Rosinha Garotinho, ninguém merece) enviou à Assembléia Legislativa, projeto de Lei que reduziria de 20% para 5% o valor repassado para a FECAM paralisando assim, as obras de despoluição da Baia de Gauanabara e do Emissário da Barra.
Indignado, o deputado estadual Carlos Mink (PT-RJ) nos agracia com a seguinte pérola: "Desse jeito vamos perder as olimpíadas"
Penso eu o quão glorioso seria para o Brasil, sediar tamanho evento.
Como é sabido, existe uma cidade "base" e outras cidades que sediariam alguns outros esportes olímpicos.
Agora imaginem vocês que São Paulo sediaria os jogos de basquete, por exemplo. Estamos na final do torneio olímpico do referido esporte e o jogo não poderia ser outro senão Brasil x EUA e o Brasil se sagra medalhista de ouro.
Descobre-se depois que o jogo foi ganho por W.O. pois a delegação americana não conseguiu chegar ao estádio devido ao pesado trânsito.
Melhor ainda: final olímpica do futebol, sediada no Rio de Janeiro, entre Brasil e Nigéria. As duas delegações se aproximam do (ex) maior do mundo para a tão esperada final. Ao se aproximarem um pouco mais, se deparam com as ruas vazias, sem ônibus e apenas uns poucos ambulantes vendendo quelas bandeirolas meia-boca e umas cornetas com defeito.
Mais ao longe, vislumbra-se alguns sujeitos vestindo roupas pretas, muitos cordões de ouro e os rostos coberto por balaclava (tá bom... toca ninja). "Escolhido" por seus companheiros, um membro da CBF se aproxima de um dos "guardas" e pergunta o que está havendo
- Ah, Dotô! Hoje não tem jogo não porque o hômi mandou fechar tudo!
Claro que isso tudo é ficção e a grande verdade é que poderemos perder as olimpíadas por causa da redução da verba da FECAM.
E eu aqui pensando que... humpf!
Só tem um problema: EU NÃO SOU BAGUNCEIRO!!!! Fui quando era criança mas eu consegui absorver quase todas as manias-de-limpeza-que-beiram-a-paranóia de mamãe e, de vez em quando, me pego consertando o posicionamento dum objeto qualquer por não estar formando angulos retos com o móvel que o sustenta.
Juro que estou fazendo o possível para me tornar um pouco mais relapso ou socialmente relaxado.
Hoje de manhã, sentado no troninho, li que no estado do Rio de Janeiro, a extração de petróleo e exploração do gás natural rende royalties. Esses royalties são convertidos em verbas para a FECAM (Fundo Estadual de Conservação Ambiental), por exemplo.
Na mesma matéria, Paulo Gramado diz que a nossa prezada governadora Rosângela Matheus (sim porque Rosinha Garotinho, ninguém merece) enviou à Assembléia Legislativa, projeto de Lei que reduziria de 20% para 5% o valor repassado para a FECAM paralisando assim, as obras de despoluição da Baia de Gauanabara e do Emissário da Barra.
Indignado, o deputado estadual Carlos Mink (PT-RJ) nos agracia com a seguinte pérola: "Desse jeito vamos perder as olimpíadas"
Penso eu o quão glorioso seria para o Brasil, sediar tamanho evento.
Como é sabido, existe uma cidade "base" e outras cidades que sediariam alguns outros esportes olímpicos.
Agora imaginem vocês que São Paulo sediaria os jogos de basquete, por exemplo. Estamos na final do torneio olímpico do referido esporte e o jogo não poderia ser outro senão Brasil x EUA e o Brasil se sagra medalhista de ouro.
Descobre-se depois que o jogo foi ganho por W.O. pois a delegação americana não conseguiu chegar ao estádio devido ao pesado trânsito.
Melhor ainda: final olímpica do futebol, sediada no Rio de Janeiro, entre Brasil e Nigéria. As duas delegações se aproximam do (ex) maior do mundo para a tão esperada final. Ao se aproximarem um pouco mais, se deparam com as ruas vazias, sem ônibus e apenas uns poucos ambulantes vendendo quelas bandeirolas meia-boca e umas cornetas com defeito.
Mais ao longe, vislumbra-se alguns sujeitos vestindo roupas pretas, muitos cordões de ouro e os rostos coberto por balaclava (tá bom... toca ninja). "Escolhido" por seus companheiros, um membro da CBF se aproxima de um dos "guardas" e pergunta o que está havendo
- Ah, Dotô! Hoje não tem jogo não porque o hômi mandou fechar tudo!
Claro que isso tudo é ficção e a grande verdade é que poderemos perder as olimpíadas por causa da redução da verba da FECAM.
E eu aqui pensando que... humpf!
30.7.03
Ô.
Tô de volta. Mais maravilhosa que nunca.
[ cof cof cof ]
Descobri que tenho um "AH" especial.
É, porque existem vários tipos de "AH", e funciona mais ou menos assim:
O "AH" de satisfação,
de desejo,
de surpresa,
de alegria,
de tristeza,
de decepção,
de raiva,
de injúria,
de desprezo,
de consolo,
e de um monte de outras coisas que eu poderia listar.
mas o meu AH em questão é o de histeria, de desespero. Porque eu quis gritar, mas o AH foi grande demais e acabou estuprando a caixa de comentários, o que foi uma pena e ao mesmo tempo, a diversão de marmanjos letrados e competentes....
Então, para vcs que amaram o meu AH, e que mesmo sendo puxa-sacos eu considero como um elogio e com direito a trilha sonora imaginária, imaginem agora um BLOG INTEIRO pronunciando expressões de filme pornô, porque o que farei agora será inesquecível.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH...
::::::::::::::::::::::::::::::::
Pronto, Marcio.
Toda a sua intenção de fazer um blog sério e inteligente foi por água abaixo.
Desculpa aê.
Tô de volta. Mais maravilhosa que nunca.
[ cof cof cof ]
Descobri que tenho um "AH" especial.
É, porque existem vários tipos de "AH", e funciona mais ou menos assim:
O "AH" de satisfação,
de desejo,
de surpresa,
de alegria,
de tristeza,
de decepção,
de raiva,
de injúria,
de desprezo,
de consolo,
e de um monte de outras coisas que eu poderia listar.
mas o meu AH em questão é o de histeria, de desespero. Porque eu quis gritar, mas o AH foi grande demais e acabou estuprando a caixa de comentários, o que foi uma pena e ao mesmo tempo, a diversão de marmanjos letrados e competentes....
Então, para vcs que amaram o meu AH, e que mesmo sendo puxa-sacos eu considero como um elogio e com direito a trilha sonora imaginária, imaginem agora um BLOG INTEIRO pronunciando expressões de filme pornô, porque o que farei agora será inesquecível.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH...
::::::::::::::::::::::::::::::::
Pronto, Marcio.
Toda a sua intenção de fazer um blog sério e inteligente foi por água abaixo.
Desculpa aê.
28.7.03
Finalmente Magnólia!!
Paul Thomas Anderson (de "Boogie Nights - Prazer Sem Limites" e do recente e mal comentado "Embriagados de Amor") cantou, dançou e acabou com a festa! Traduzindo: escreveu, produziu e dirigiu o que talvez seja um dos filmes mais cheios de simbolismos da última década. Magnólia ("Magnolia" 1999) chama a atenção por ser uma história que conta como muitas histórias se perdem, , se repetem, se (re)encontram, se misturam e algumas vezes se unem a outra história fazendo com que as duas ganhem sentido.
Vamos ver se eu consigo desatar o nó dos personagens: Frank T. J. Mackey (Tom Cruise muito bem dirigido e atuando muito bem) é o apresentador de um programa machista que ensina como seduzir para, logo em seguida, dispensar mulheres.
Frank odeia seu pai, Earl Partridge (o sempre bom Jason Robards) que abandonou a primeira mulher, mãe de Mackey e não o reconhece como pai.
Earl Partridge tem câncer no cérebro e nos pulmões e está em estado terminal. É casado com Linda (Jullianne Moore deslumbrante como sempre e em atuação marcante e forte sem ser over) que descobre que ela é a única herdeira da fortuna de Earl. Earl é ainda, produtor de um show de auditório chamado "O Que as Cranças Sabem" que é apresentado por Jimmy Gator (Philip Baker Hall discreto mas muito bom) que também tem câncer mas num estágio menos avançado do que o de Earl.
Jimmy é pai de Claudia Winston Gator, cocainômana que acusa seu pai de estupro e presentador do programa desde sua criação. Jimmy tem em suas mãos um pequeno replay do que já vira: um pequeno gênio que realmente faz a diferença no jogo onde um grupo de três crianças desafia um grupo de três adultos para ver quem responde mais perguntas sobre temas variados. É nesse programa que as vidas do garoto-gênio Stanley Spector (Jeremy Blackman) e do ex-garoto-gênio Donnie Smith (William H. Macy) se misturam. Donnie tinha sido a estrela do show nos anos 60 e depois de uma série de fracassos na vida, se descobre pobre, trabalhando numa loja de departamentos que pertence a dois árabes, uma homossexualidade latente e apaixonado pelo bartender que o serve (uma curiosidade: ao perceber que o bartender usa aparelho nos dentes, Donnie pede um empréstimo aos seus chefes para colocar um aparelho nos dentes e chamar a atenção de uma forma muito peculiar).
Stanley não quer nada daquilo. Não quer ser estrela, não quer fama e, numa nota pessoal, acrescento que ele trocaria toda a sua inteligencia pela atenção do pai Rick Spector (Michael Bowen).
Jim Kurring (John C. Reilly) é um policial solitário que é chamado para atender uma denúncia de som muito alto na casa de Claudia e se apaixona à primeira vista o que parece acontecer com ela também.
O filme me chamou muito a atenção não só pela riqueza e complexidade dos personagens mas também, como já disse ali em cima, pelos simbolismos. O começo do filme mostra uma placa no estúdio onde é produzido o programa em questão onde se lê: Exodus 8:2 (Êxodo 8:2) e é o pulo do gato para que o final não fique parecendo um filme de Buñuel. A passagem da bíblia diz: "Mas se recusares a deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos". Não quero me aprofundar nessa questão pois vai tirar a graça daqueles que querem ver o filme (quem já viu e quiser debater comigo, segue o mail).
Outra parte interessante é o pequeno rapper que canta o assassino investigado por Jim e no final acaba tendo uma senhora participação no desenrolar da história.
Sob aspectos técnicos, o filme é maravilhoso! Desde a trilha sonora belíssima composta por Aimeé Mann até a direção, direção de fotografia, edição enfim... percebe-se que o filme foi feito com muito carinho e aborda questões muito delicadas como culpa, homosexualidade e família.
É um filme denso que vale assistir com um pouco de carinho. Possivelmente vai incomodar e você se sentirá compelido a desligar o vídeo e ir dormir. Recomendo um pouco de paciência e, depois de alguns dias de assistido, uma auto-análise.
Prestem muita atenção na cena em que os personagens do filme, um por vez, cantam um trecho de uma música com a voz gostosa da Aimeé.
Filmaço!!
Mudando de pau pra caralho: POR FAVOR, GENTE. MINHA "CAIXINHAS DE HISTERIA" NÃO SÃO CLASSIFICADOS! EU JURO QUE VISITO TODOS OS BLOGS DE QUEM TEM BLOG E PASSA AQUI PRA VISITAR. NÃO PRECISA DISSO!
O QUE VAI ACABAR ACONTECENDO É QUE EU VOU DAR UM JEITO NISSO SEJA BLOQUEANDO O IP OU, PIOR AINDA, TIRANDO A POSSIBILIDADE DE COMENTAREM ESSES TEXTOS DE DUVIDOSA QUALIDADE LITERÁRIA.
AGRADEÇO A COMPREENSÃO!
Agora mudando de caralho pra cacete: "...Nos demais, todo o mundo sabe: o coração tem moradia certa. Fica bem no meio do peito. Mas comigo a antomia ficou louca, sou todo, todo coração!"
Paul Thomas Anderson (de "Boogie Nights - Prazer Sem Limites" e do recente e mal comentado "Embriagados de Amor") cantou, dançou e acabou com a festa! Traduzindo: escreveu, produziu e dirigiu o que talvez seja um dos filmes mais cheios de simbolismos da última década. Magnólia ("Magnolia" 1999) chama a atenção por ser uma história que conta como muitas histórias se perdem, , se repetem, se (re)encontram, se misturam e algumas vezes se unem a outra história fazendo com que as duas ganhem sentido.
Vamos ver se eu consigo desatar o nó dos personagens: Frank T. J. Mackey (Tom Cruise muito bem dirigido e atuando muito bem) é o apresentador de um programa machista que ensina como seduzir para, logo em seguida, dispensar mulheres.
Frank odeia seu pai, Earl Partridge (o sempre bom Jason Robards) que abandonou a primeira mulher, mãe de Mackey e não o reconhece como pai.
Earl Partridge tem câncer no cérebro e nos pulmões e está em estado terminal. É casado com Linda (Jullianne Moore deslumbrante como sempre e em atuação marcante e forte sem ser over) que descobre que ela é a única herdeira da fortuna de Earl. Earl é ainda, produtor de um show de auditório chamado "O Que as Cranças Sabem" que é apresentado por Jimmy Gator (Philip Baker Hall discreto mas muito bom) que também tem câncer mas num estágio menos avançado do que o de Earl.
Jimmy é pai de Claudia Winston Gator, cocainômana que acusa seu pai de estupro e presentador do programa desde sua criação. Jimmy tem em suas mãos um pequeno replay do que já vira: um pequeno gênio que realmente faz a diferença no jogo onde um grupo de três crianças desafia um grupo de três adultos para ver quem responde mais perguntas sobre temas variados. É nesse programa que as vidas do garoto-gênio Stanley Spector (Jeremy Blackman) e do ex-garoto-gênio Donnie Smith (William H. Macy) se misturam. Donnie tinha sido a estrela do show nos anos 60 e depois de uma série de fracassos na vida, se descobre pobre, trabalhando numa loja de departamentos que pertence a dois árabes, uma homossexualidade latente e apaixonado pelo bartender que o serve (uma curiosidade: ao perceber que o bartender usa aparelho nos dentes, Donnie pede um empréstimo aos seus chefes para colocar um aparelho nos dentes e chamar a atenção de uma forma muito peculiar).
Stanley não quer nada daquilo. Não quer ser estrela, não quer fama e, numa nota pessoal, acrescento que ele trocaria toda a sua inteligencia pela atenção do pai Rick Spector (Michael Bowen).
Jim Kurring (John C. Reilly) é um policial solitário que é chamado para atender uma denúncia de som muito alto na casa de Claudia e se apaixona à primeira vista o que parece acontecer com ela também.
O filme me chamou muito a atenção não só pela riqueza e complexidade dos personagens mas também, como já disse ali em cima, pelos simbolismos. O começo do filme mostra uma placa no estúdio onde é produzido o programa em questão onde se lê: Exodus 8:2 (Êxodo 8:2) e é o pulo do gato para que o final não fique parecendo um filme de Buñuel. A passagem da bíblia diz: "Mas se recusares a deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos". Não quero me aprofundar nessa questão pois vai tirar a graça daqueles que querem ver o filme (quem já viu e quiser debater comigo, segue o mail).
Outra parte interessante é o pequeno rapper que canta o assassino investigado por Jim e no final acaba tendo uma senhora participação no desenrolar da história.
Sob aspectos técnicos, o filme é maravilhoso! Desde a trilha sonora belíssima composta por Aimeé Mann até a direção, direção de fotografia, edição enfim... percebe-se que o filme foi feito com muito carinho e aborda questões muito delicadas como culpa, homosexualidade e família.
É um filme denso que vale assistir com um pouco de carinho. Possivelmente vai incomodar e você se sentirá compelido a desligar o vídeo e ir dormir. Recomendo um pouco de paciência e, depois de alguns dias de assistido, uma auto-análise.
Prestem muita atenção na cena em que os personagens do filme, um por vez, cantam um trecho de uma música com a voz gostosa da Aimeé.
Filmaço!!
Mudando de pau pra caralho: POR FAVOR, GENTE. MINHA "CAIXINHAS DE HISTERIA" NÃO SÃO CLASSIFICADOS! EU JURO QUE VISITO TODOS OS BLOGS DE QUEM TEM BLOG E PASSA AQUI PRA VISITAR. NÃO PRECISA DISSO!
O QUE VAI ACABAR ACONTECENDO É QUE EU VOU DAR UM JEITO NISSO SEJA BLOQUEANDO O IP OU, PIOR AINDA, TIRANDO A POSSIBILIDADE DE COMENTAREM ESSES TEXTOS DE DUVIDOSA QUALIDADE LITERÁRIA.
AGRADEÇO A COMPREENSÃO!
Agora mudando de caralho pra cacete: "...Nos demais, todo o mundo sabe: o coração tem moradia certa. Fica bem no meio do peito. Mas comigo a antomia ficou louca, sou todo, todo coração!"
24.7.03
Sei que prometi uma crítica cinematográfica uma vez por semana aqui nesse espaço mas as coisas se tornaram insuportavelmente vazias para mim.
Meu relacionamento de quase qatro anos acabou e acho que para sempre.
Se bem que, sempre é tempo demais. Significa, no mínimo, até o dia que eu morrer. Então vamos mudar isso: "meu relacionamento de quase quatro anos acabou e acho que, por enquanto, não há esperança de volta."
Deixo aqui uma promessa: hoje vou assistir Magnólia pela terceira vez e amanhã deixo uma crítica aqui.
É sim. Já assisti Magnólia duas vezes e a verdade é que ainda não consegui juntar tudo o que o filme pode representar ou não. Pode ser que eu esteja procurando cabelo em ovo mas eu acho que tem uma coisa muito importante por trás da chuva de sapos.
Aproveito o ensejo para convidá-los a ler a revelação que O Mago fez lá.
Dando uma de aproveitador quero agradecer os elogios tão carinhosos que tenho recebido nas caixinhas de comentários que o Paulo Polzonoff chama de "caixinha de histeria" com toda a propriedade. Acho muito engraçado.
Este que vos escreve essas parcas linhas, sou eu. Mesmo.
Meu relacionamento de quase qatro anos acabou e acho que para sempre.
Se bem que, sempre é tempo demais. Significa, no mínimo, até o dia que eu morrer. Então vamos mudar isso: "meu relacionamento de quase quatro anos acabou e acho que, por enquanto, não há esperança de volta."
Deixo aqui uma promessa: hoje vou assistir Magnólia pela terceira vez e amanhã deixo uma crítica aqui.
É sim. Já assisti Magnólia duas vezes e a verdade é que ainda não consegui juntar tudo o que o filme pode representar ou não. Pode ser que eu esteja procurando cabelo em ovo mas eu acho que tem uma coisa muito importante por trás da chuva de sapos.
Aproveito o ensejo para convidá-los a ler a revelação que O Mago fez lá.
Dando uma de aproveitador quero agradecer os elogios tão carinhosos que tenho recebido nas caixinhas de comentários que o Paulo Polzonoff chama de "caixinha de histeria" com toda a propriedade. Acho muito engraçado.
Este que vos escreve essas parcas linhas, sou eu. Mesmo.
22.7.03
Não vale amar
Se não há mais prazer
É melhor esquecer
Não vale a pena enganar
Nosso amor sem esperança
Já deixou de ser criança
Felicidade se cansa
É necessário mudar
Quando o amor
Já não é mais verdade
Passa a ser falsidade
E só desgostos trará
Mentes sem motivo aparente
Mostrar um sorriso indiferente
Não existe mais alegria
De fazer poesia, de cantar por aí
E eu já não escondo o cansaço
De ser presa fácil em teus braços
Foge do meu ser a ilusão de viver
Nas garras do teu coração
Como é triste amar em vão
E não vale amar se não há
Mais prazer.
Se não há mais prazer
É melhor esquecer
Não vale a pena enganar
Nosso amor sem esperança
Já deixou de ser criança
Felicidade se cansa
É necessário mudar
Quando o amor
Já não é mais verdade
Passa a ser falsidade
E só desgostos trará
Mentes sem motivo aparente
Mostrar um sorriso indiferente
Não existe mais alegria
De fazer poesia, de cantar por aí
E eu já não escondo o cansaço
De ser presa fácil em teus braços
Foge do meu ser a ilusão de viver
Nas garras do teu coração
Como é triste amar em vão
E não vale amar se não há
Mais prazer.
21.7.03
Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir
18.7.03
Seguinte: economizem seus tão suados e preciosos dinheiros e não joguem na Mega-Sena nem na Lotomania! Desse fim-de-semana não passa: vou ficar milionário e acabar com todos os problemas do mundo me tornando um cidadão cosmopolita-modelo!! Bem cheio dos títulos assim!
Revirando umas músicas (nem tão) antigas assim, me deparei com umas gravações do Kid Abelha em começo de carreira. Com isso descobri que a Paula Toller não sabia cantar naquela época.
Hoje estava escutando no rádio uma nova gravação nesse "desplugado" que eles gravaram para a MTV. Descobri que de lá para cá ela não se dedicou a aprender a cantar, não se esforçou e acha que canta!
Este será mais um fim-de-semana dedicado à sétima arte. Devo assistir mais uma vez aos outros filmes da segunda trilogia do Kieslowki sobre os ideais da bandeira francesa.
Comecei no último fim-de-semana com "A Liberdade é Azul" e quero ver se termino de ver todos nesse agora.
Breve: críticas cinematográficas uma vez por semana!
Revirando umas músicas (nem tão) antigas assim, me deparei com umas gravações do Kid Abelha em começo de carreira. Com isso descobri que a Paula Toller não sabia cantar naquela época.
Hoje estava escutando no rádio uma nova gravação nesse "desplugado" que eles gravaram para a MTV. Descobri que de lá para cá ela não se dedicou a aprender a cantar, não se esforçou e acha que canta!
Este será mais um fim-de-semana dedicado à sétima arte. Devo assistir mais uma vez aos outros filmes da segunda trilogia do Kieslowki sobre os ideais da bandeira francesa.
Comecei no último fim-de-semana com "A Liberdade é Azul" e quero ver se termino de ver todos nesse agora.
Breve: críticas cinematográficas uma vez por semana!
16.7.03
Uma pequena homenagem a uma amiga que eu gosto muito e que está vendo suas meninas abrirem as asas e ganhando o mundo.
Deve ser uma sensação estranha porque, ao fim e ao cabo, a gente cria filho pro mundo mas quando eles estão indo, a gente não quer que eles se vão!
Força Mariazinha!!!!
"Olha as minhas meninas
As minhas meninas
Pra onde é que elas vão
Se já saem sozinhas
As notas da minha canção
Vão as minhas meninas
Levando destinos
Tão iluminados de sim
Passam por mim
E embaraçam as linhas
Da minha mão
As meninas são minhas
Só minhas na minha ilusão
Na canção cristalina
Da mina da imaginação
Pode o tempo
Marcar seus caminhos
Nas faces
Com as linhas
Das noites de não
E a solidão
Maltratar as meninas
As minhas não
As meninas são minhas
Só minhas
As minhas meninas
Do meu coração"
(Chico Buarque)
Deve ser uma sensação estranha porque, ao fim e ao cabo, a gente cria filho pro mundo mas quando eles estão indo, a gente não quer que eles se vão!
Força Mariazinha!!!!
"Olha as minhas meninas
As minhas meninas
Pra onde é que elas vão
Se já saem sozinhas
As notas da minha canção
Vão as minhas meninas
Levando destinos
Tão iluminados de sim
Passam por mim
E embaraçam as linhas
Da minha mão
As meninas são minhas
Só minhas na minha ilusão
Na canção cristalina
Da mina da imaginação
Pode o tempo
Marcar seus caminhos
Nas faces
Com as linhas
Das noites de não
E a solidão
Maltratar as meninas
As minhas não
As meninas são minhas
Só minhas
As minhas meninas
Do meu coração"
(Chico Buarque)
11.7.03
DESCOBRI A MELHOR LOCADORA DE DVD DO MUNDO!!! PARADISE VÍDEO QUE FICA NA FIGUEIREDO MAGALHÃES, 581 C!
TEM TUDO QUANTO É FILME LÁ!
Passada a empolgação, esse finde vou assistir: MASH, Morangos Silvestres, A Liberdade é Azul e Sonhos (sempre ele). Estarei muito bem acompanhado de uma garrafa de vodka e uns poucos cigarrinhos!!
TEM TUDO QUANTO É FILME LÁ!
Passada a empolgação, esse finde vou assistir: MASH, Morangos Silvestres, A Liberdade é Azul e Sonhos (sempre ele). Estarei muito bem acompanhado de uma garrafa de vodka e uns poucos cigarrinhos!!
10.7.03
Descobri que paciência é um exercício. Deve-se exercitar a sua paciência a cada segundo sem se violentar, é claro.
Descobri também que a vida é um rio... tortuoso... algumas vezes calmo e muitas vezes agitado. Que o vento leva o barco mas quem escolhe o rumo é o timoneiro. E que meu barco não navega...
Estou descobrindo que deve ter alguma coisa muito errada comigo... É sim. Explico: eu agora tenho três empregos: um fixo e dois que eu faço "freela". No fixo eu já desisti de apresentar idéias, debater políticas da empresa e afins. É muito cansativo quando se está disposto a arriscar, batalhar e as outras pessoas partem do princípio do "quem não faz, não erra".
No outro, um dos "freela", eu comecei empolgado mas já me decepcionei porque o foco que essa outra empresa quer dar é muito formal. Não gosto de formalidades. Me sinto preso, amarrado. Achei que eu trabalharia com gente dita normal mas não. Eles cresceram o olho e querem saber somente de grana, grana, grana!!
Então voltando, se das tês empresas em que trabalho discordo da política de duas delas, definitivamente tem alguma coisa errada comigo!
É a velha história: se das, digamos, 100 pessoas que você conhece 3 te acham chato, tem alguma coisa errada com essas três pessoas. Mas se 97 pessoas te acham chato, tem alguma coisa errada contigo.
Descobri também que, para variar sobre o tema, estou duro feito um côco. Por conta disso, eu que ia sair para dançar, já não vou mais. O que fazer? Simples! Vou comprar uma garrafa de vodka (no cartão de crédito, é claro), apagar as luzes da casa, ligar o rádio (tem um programa que só toca "disco dancing" todos os sábados por volta de 22:00h) no máximo, dançar até cair e depois mirar uma reta até a cama e já dormir no caminho até ela!
Descobri também que a vida é um rio... tortuoso... algumas vezes calmo e muitas vezes agitado. Que o vento leva o barco mas quem escolhe o rumo é o timoneiro. E que meu barco não navega...
Estou descobrindo que deve ter alguma coisa muito errada comigo... É sim. Explico: eu agora tenho três empregos: um fixo e dois que eu faço "freela". No fixo eu já desisti de apresentar idéias, debater políticas da empresa e afins. É muito cansativo quando se está disposto a arriscar, batalhar e as outras pessoas partem do princípio do "quem não faz, não erra".
No outro, um dos "freela", eu comecei empolgado mas já me decepcionei porque o foco que essa outra empresa quer dar é muito formal. Não gosto de formalidades. Me sinto preso, amarrado. Achei que eu trabalharia com gente dita normal mas não. Eles cresceram o olho e querem saber somente de grana, grana, grana!!
Então voltando, se das tês empresas em que trabalho discordo da política de duas delas, definitivamente tem alguma coisa errada comigo!
É a velha história: se das, digamos, 100 pessoas que você conhece 3 te acham chato, tem alguma coisa errada com essas três pessoas. Mas se 97 pessoas te acham chato, tem alguma coisa errada contigo.
Descobri também que, para variar sobre o tema, estou duro feito um côco. Por conta disso, eu que ia sair para dançar, já não vou mais. O que fazer? Simples! Vou comprar uma garrafa de vodka (no cartão de crédito, é claro), apagar as luzes da casa, ligar o rádio (tem um programa que só toca "disco dancing" todos os sábados por volta de 22:00h) no máximo, dançar até cair e depois mirar uma reta até a cama e já dormir no caminho até ela!
9.7.03
Descobri que Sonhos de Akira Kurosawa (Akira Kurasawa's Dreams) é um filme que preciso ter em casa. Gosto de rever algumas coisas no filme e depender de locadora que tenha não é legal. E sempre que eu quero rever é num rompante. Bate uma vontade louca de assistir o filme e como ele não faz parte da minha coleção, fico eu triste esperando que a TVA reprise a qualquer momento. Não... na verdade eu sempre espero que o diretor de programação da TVA leia meus pensamentos e decida alterar a grade de programação imediatamente para eu poder assistir o filme.
O filme narra oito contos. Oito questionamentos intimistas sobre morte, velhice e futuro.
Mestre que é, Kurosawa nos faz passear por um mundo de pura poesia em movimento recheada de cores, planos longos, distantes e abertos (como manda um dos dogmas do cinema) e se dá ao luxo de usar alguns poucos efeitos visuais holliwoodianos para temperar. Ao longo do passeio somos apresentados a um verdadeiro banquete de imagens e cores retratando folclores orientais como em "Sol Atrás da Chuva" onde um garotinho, apesar de proibido por sua mãe, entra na floresta depois da chuva e se depara com criaturas cantando e tocando e fica maravilhado com a singular coreografia. "O Pomar de Pêssegos" (um dos meus preferidos) conta a história de criaturas que acusam um garoto de estar matando os pessegueiros e o garoto se defende dizendo que sua famÃÂlia era responsável apesar de seus protestos.
Talvez o mais recheado dessas cores tão presentes no cinema oriental seja "O Corvo" onde um estudante de pintura entra em um quadro de Van Gogh (interpretado por Martin Scorcese). Motivo mais do que óbvio para transformar um filme numa verdadeira aquarela.
Outro ponto forte do filme é a quase ausência de diálogos. Confesso que se não os houvesse (como na trilogia de Saura "Amor Bruxo", "Bodas de Sangue" E "Carmen"), ficaria satisfeito da mesma forma. A beleza e grandiosidade das cenas enche os olhos e confirma o que dizem a respeito da comparação entre imagen e palavras.
Vale assistir e mais de uma vez!!
O filme narra oito contos. Oito questionamentos intimistas sobre morte, velhice e futuro.
Mestre que é, Kurosawa nos faz passear por um mundo de pura poesia em movimento recheada de cores, planos longos, distantes e abertos (como manda um dos dogmas do cinema) e se dá ao luxo de usar alguns poucos efeitos visuais holliwoodianos para temperar. Ao longo do passeio somos apresentados a um verdadeiro banquete de imagens e cores retratando folclores orientais como em "Sol Atrás da Chuva" onde um garotinho, apesar de proibido por sua mãe, entra na floresta depois da chuva e se depara com criaturas cantando e tocando e fica maravilhado com a singular coreografia. "O Pomar de Pêssegos" (um dos meus preferidos) conta a história de criaturas que acusam um garoto de estar matando os pessegueiros e o garoto se defende dizendo que sua famÃÂlia era responsável apesar de seus protestos.
Talvez o mais recheado dessas cores tão presentes no cinema oriental seja "O Corvo" onde um estudante de pintura entra em um quadro de Van Gogh (interpretado por Martin Scorcese). Motivo mais do que óbvio para transformar um filme numa verdadeira aquarela.
Outro ponto forte do filme é a quase ausência de diálogos. Confesso que se não os houvesse (como na trilogia de Saura "Amor Bruxo", "Bodas de Sangue" E "Carmen"), ficaria satisfeito da mesma forma. A beleza e grandiosidade das cenas enche os olhos e confirma o que dizem a respeito da comparação entre imagen e palavras.
Vale assistir e mais de uma vez!!
8.7.03
Descobri que eu me divirto muito, mas muito mesmo quandou ouço os discos da Arca de Noé!
Mas tanto, tanto que transcrevo uma musiquinha do segundo disco. Acordei cantando a música e o pior é que eu morro de rir a cada vez que eu canto! Como se eu fosse criança de novo. Mas acho que qualquer um viraria criança mais uma vez ao escutar...
O AR (O VENTO)
"Estou vivo, mas não tenho corpo
Por isso é que eu não tenho forma
Peso eu também não tenho
Não tenho cor
Quando sou fraco
Me chamo brisa
E se assovio
Isso é comum
Quando sou forte
Me chamo vento
Quando sou cheiro
Me chamo pum!"
(E. Bacalov/Vinicius de Moraes/Toquinho)
Mas tanto, tanto que transcrevo uma musiquinha do segundo disco. Acordei cantando a música e o pior é que eu morro de rir a cada vez que eu canto! Como se eu fosse criança de novo. Mas acho que qualquer um viraria criança mais uma vez ao escutar...
O AR (O VENTO)
"Estou vivo, mas não tenho corpo
Por isso é que eu não tenho forma
Peso eu também não tenho
Não tenho cor
Quando sou fraco
Me chamo brisa
E se assovio
Isso é comum
Quando sou forte
Me chamo vento
Quando sou cheiro
Me chamo pum!"
(E. Bacalov/Vinicius de Moraes/Toquinho)
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