31.10.10

What if...

What if after all of my ego was destroyed... All that is left is love...?

15.10.10

Espumas ao Vento

Sei que ai dentro ainda mora um pedacinho de mim
Um grande amor não se acaba assim
Feito espumas ao vento

Não é coisa de momento, raiva passageira
Mania que dá e passa, feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá pra apagar

Sei que errei tô aqui pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo

Sem saber direito a hora nem o que fazer
Eu não encontro uma palavra só para te dizer
Mas se eu fosse você eu voltava pra mim de novo

E de uma coisa fique certa, amor
A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você chegar

14.10.10

There's a Lull in My Life

Oh, there's a lull in my life
It's just a void, an empty space
When you are not in my embrace

Oh, there's a lull in my life
The moment that you go away
There is no night, there is no day

The clock stops ticking
The world stops turning
Everything stops
But that flame in my heart
That keeps burning, burning

Oh, there's a lull in my life
No matter how I may pretend
I know that you alone can end
The ache in my heart
The call of my arms
The lull in my life

The clock stops its ticking
The world stops its turning
Everything stops
But that flame in my heart
That keeps burning, burning

Oh, there's a lull in my life
No matter how I may pretend
I know that you alone can end
The ache in my heart
The call of my arms
The lull in my life

7.10.10

Ainda Mais

Foi como tudo na vida que o tempo desfaz
Quando menos se quer
Uma desilusão assim
Faz a gente perder a fé
E ninguém é feliz, viu
Se o amor não lhe quer
Mas enfim, como posso fingir
E pensar em você como um caso qualquer
Se entre nós tudo terminou
Eu ainda não sei mulher
E por mim não irei renunciar
Antes de ver o que eu não vi em seu olhar
Antes que a derradeira chama que ficou
Não queira mais queimar

Vai, que toda verdade de um amor
O tempo traz
Quem sabe um dia você volta para mim
E amando ainda mais

(Paulinho da Viola)

5.10.10

Respostas. Respostas?

Cada beijo de amor trocado vira luz ou flor? Ou ambos? Projetos de futuro viram passado? Às vezes estão tão presentes ainda que perduram num espaço para o qual não há tempo verbal. Seriam as lágrimas de saudade vertidas a umidade que rega a flor do beijo que foi antes trocado? O sexo que não foi feito seria aquela nuvem que cobre o luar que eu queria tanto ver? Esse vazio no peito seriam os planos feitos a dois não concretizados ou esses planos são apenas essa falta de vontade de ir a algum lugar? Como me achar nesta argamassa que fizemos dos nossos dois sentires? Onde me buscar se virei dois? Tudo que foi vivido mudou-se para uma ilha distante, inalcançável ou está dentro de mim e de você e só é visível juntando as nossas duas coordenadas? Se eu tivesse feito projetos eles seriam os mesmo que os seus ou será que os meus seriam formulados em uma língua estrangeira e ignata?

Cais

Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor e sei a dor de me lançar
Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador
Para quem quer me seguir eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar

1.7.10

A Ilha

Pra onde vão os planos que você queria fazer? Pra onde vão os planos que nunca fizemos? E os planos que fizemos? Onde ficam? Onde ficam os nossos carinhos? Nossas noites, nosso toque, nosso sexo? Pra onde vão as coisas quando tudo se acaba? Onde é que se armazena as lágrimas que me salgam a boca, caem no chão ou se evaporam quando o dia vem raiando? Há uma sessão em que possa guardar? Onde fica a ilha imaginária onde escondemos nossas frustrações, nossas tristezas, nosso fim de mundo? Onde escondo minha incapacidade de te fazer feliz?
Falávamos de filhos, apartamentos. Nossas vidas, sua vida, minha vida. Onde foi que nos misturamos tanto a ponto de chegar onde chegamos?
Acho que qualquer relacionamento, no fundo, no fundo, acaba se relacionando a grana. Minha incapacidade de projetar, de fazer planos acabou por te afastar de mim. Eu sinto muito por isso. Queria ter sido uma pessoa em que você pudesse confiar a ponto de acreditar que o que eu estou passando é só uma fase.
Sei que você sente falta de tanta coisa em mim. Sei que você sente falta do meu calor, do meu carinho, da minha atenção, da minha risada e da forma que eu te fazia rir.
Um dia, quero nadar até essa tal ilha e revisitar tudo o que ainda está aqui em casa. Quero sentir seu cheiro de novo. Seu abraço, meus braços em você, nosso beijo.

10.6.10

13.9.09

A busca pela bem-aventurança

Eu gosto MESMO é dessas manhãs e tardes quando a casa se enche de sons e cores!
While working at the conformity factory, my love almost bled to death...

6.7.09

Mariana

De tudo o que sentia, o que mais chamava atenção era o quão diferente era de seus pais.
A mãe obsessiva. Quando limpava a casa, fazia de modo que a Virgem Maria pudesse descer dos céus e usar a latrina. No fundo, todo mundo é assim. Não teria problema se isso acontecesse uma vez por semana, mas isso acontecia todos os dias. Francamente, era demais.
Seu pai era da rigidez militar e tinha como lema “ordem e método”. Era ritualístico: chegava em casa do trabalho, se servia de uma dose de uísque e sentava para assistir o jornal. Como não fosse suficiente, era racista. Nos dias em que excedia sua uma dose, bradava aos quatro ventos:
- Esses alemães foram, são e sempre serão idiotas! Na tentativa de exterminar os judeus, fizeram um puta serviço de preto! - Daí pra baixo.
De tanta vergonha, a mãe munia-se de um pano e partia a limpar a cozinha. Resmungando como o Zé Buscapé de saias.
Do alto de seus dezenove anos e já acostumada com os teatros familiares, simplesmente flutuava pela vida. Amava o sol e adorava a chuva. Criava amores-perfeitos no parapeito da janela do quarto e conversava com eles a cada rega.
Escrevia poesias. Não era Drummond nem Pessoa, mas gostava do que escrevia. Adorava escrever ao som de Full On. Ela mesma percebia a contradição e o abismo entre as duas coisas, mas a final, ela era assim. E dizia:
- É uma coisa Ying-Yang, sabe? A dualidade do ser humano, uma coisa cósmica e tal...
Vivia na porta do Estação. Adorava ver as expressões das pessoas quando saiam de um filme e tentava adivinhar se o filme era bom, se ela gostaria, se recomendaria ao namorado.
Ah! Ela tinha um namorado. Ela era artista plástico. Morava num apartamento que ele comprara e transformara num loft que não tinha móveis. Mariana passava as tardes lá e adorava ver seu namorado pintar, esculpir. Gostava de ficar no meio daquela confusão de tintas, telas, argila e metais. Ela se sentia parte do processo criativo dele. Gostava de acreditar que ela era a musa, a grande inspiração divina, a epifania. Curiosa e inesperadamente como tudo na vida dela, o namoro acabou. Caminhando pelo Jardim Botânico, ela se deparou com um sujeito que estava sentado num bar. Ela escutava bossa-nova no mp3, mas ele não olhou de volta. A luz de seus olhos só se encontrariam mais tarde. Ele escrevia. Rabiscava mais que escrevia. As palavras vinham como que de outro mundo e ela se encantou. Atravessou a rua e sentou na mesa ao lado dele. Ele, meio concentrado, meio encantado, fingiu não ter visto. Bebericava o chopp e beliscava o cigarro meio fumado pelo vento. E rabiscava num pedaço de papel coisas sobre o espaço e o tempo. O perder, o encontrar, o querer.
Sem saber por que, ele levantou os olhos do papel e encontrou os olhos de Mariana. Ela sorria como ele nunca tinha visto. “Across the Universe”, ele pensou.
- O que você tá escrevendo?
- Não sei. Mas tenho certeza que é pra você!
Depois de um tempo, Mariana na casa de seus pais. Chamou os dois na sala e disse com seu jeitinho calmo:
- Vim aqui pegar minhas coisas. Vou me mudar. Não quero que vocês fiquem chateados comigo. Na verdade, acho que nunca pertenci, nunca fiz parte. – Subiu as escadas, fez sua mala, pegou seus amores-perfeitos e se foi.
No dia seguinte, a mãe de Mariana fez o mesmo. Sumiu no mundo com uma mala contendo uma muda de roupas, uma escova de dentes e uma foto de sua filha. Quando o primeiro inverno depois de todos esses acontecimentos chegou, o pai de Mariana, tão desbaratinado, pegou o revólver na gaveta achando que era a bombinha pra asma. Da mãe, nunca mais se ouviu falar. Dizem por aí que comprou uma moto e viaja mundo a fora com outros motoqueiros. Outros dizem que casou com uma defensora dos direitos das mulheres.
Mariana e o escritor moram juntos e têm um filho. Os dois compraram uma casa e a cercaram de amores-perfeitos. Viajam uma vez por ano pra Europa, bebem vinho, escutam música, escrevem, fazem amor...

2.7.09

A César o que é de César

Bom... Com a grana das minhas féria eu acabei por comprar um IPod. Shuffle, mas IPod.
Uma das minhas grandes diversões depois de comprar esse brinquedinho é selecionar as músicas que eu vou escutar sabe-se lá em que ordem, sabe-se lá indo pra onde (ou vindo de onde), sabe-se lá fazendo o que.
Acabou que, sem querer, coloquei uma música no Tamagoshi-IPod que eu não escutava há séculos. E o bacana nem foi isso... Foi lembrar de quem me ensinou a gostar desse som. E, pensando nisso, a verdade é que essa pessoa acabou por me ensinar tanta coisa mais que isso...
Me ensinou carinho, mais ainda do que eu já conhecia. Me ensinou que vida a dois é uma coisa super legal. Que mesmo não sendo um cachorro, se pode abanar o rabo quando a pessoa que você ama chega em casa! Hahahahaha! Isso era o máximo!
Saudade de você, pessoa!

Ah! e a música é essa

8.6.09

Penso

Ando pelas ruas debilmente iluminadas pelos parcos postes e penso. Logo, Existo?
Penso. Logo, sou!
Porque o ato de pensar é muito mais pessoal do que simplesmente existir.

28.5.09

Bate papo

Tava de papo com uma amiga no msn e ela me pergunta se tá tudo bem. Respondo que tô num clima "fim de férias". Daí ela me aconselha: "Cuidado com a deprê!". Apuro o ouvido e tá chovendo.
Cuidado com o que mesmo?
Mas tá maneiro...

8.5.09

Where...

Where have I loved you before? If only now we seem so close?
I know I’ve seen you... The other day... In a dream
When have we been so in Love with each other?
Did you forget me? ‘Cause I have...
Have you met someone else? Have you loved someone else?
Do you want to go for coffee?
See ya! Love ya!
Bye...

2.4.09

Deixa eu te falar...

Deixa eu te dizer uma coisa. Deixa eu te falar sobre as minhas fraquezas. Deixa eu te contar das coisas que me deixam super feliz.
Você quer ouvir? Você chora quando vê um filme? Você chora quando escuta um pedacinho tão lindo de uma música?
Essas coisas são pedacinhos do céu, de uma coisa muito maior que a gente e que chegam aqui com a única finalidade de fazer a gente pensar, chorar, pensar.
Daí que a gente se rasga, sofre, chora e faz pensar que tem toda uma coisa ali na frente da gente.
O que á lá na frente, a gente nem conhece, mas a gente molda. O que ficou pra trás, a gente usa como aprendizado.
Agora, a gente curte, aproveita, enjoy, abre os braços, mete os peitos.
Eu, encho minha taça, acendo um cigarro e aproveito.

21.3.09

Beatnik

And why is that? Why do I feel so ashamed when I think of any of you?
Why do I think of flowers? Why do the flowers silently sream?
É como se houvesse uma razão. E na verdade meus farrapos são só oque restam quando penso na sua metade.
Na metade que me completa, na metade que você completa. Mas quem É você? Você é?
Você grita como as flores amarelas ou as margaridas grtiam junto em silenciosa harmonia?
Você grita como as flores amarelas ou as margaridas grtiam junto em silenciosa harmonia?

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